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A iniciativa Rota das Árvores está de regresso ao Porto. O programa propõe oito itinerários guiados pelos espaços verdes mais emblemáticos da cidade, convidando os cidadãos a descobrir o património natural da cidade.
As oito visitas programadas contam com a orientação de especialistas, responsáveis por partilhar o rigor científico sobre as espécies mais emblemáticas. Além de revelarem curiosidades botânicas, os guias contextualizam a evolução histórica dos jardins e espaços verdes, proporcionando uma visão aprofundada do património natural da cidade.
Os percursos programados atravessa os Jardins do Palácio de Cristal e quintas históricas, culminando em espaços de relevo como o Cemitério de Agramonte. A cada paragem, o público terá contacto com a riqueza botânica e com os factos históricos que definem o desenvolvimento urbano e cultural portuense.
O arranque da iniciativa está marcado para o dia 18 de abril, com um roteiro que une os Jardins do Palácio de Cristal, a Quinta da Macieirinha e a Casa Tait. O percurso destaca-se pelo cruzamento entre o legado das exposições internacionais, a herança das influências britânicas e a presença de exemplares arbóreos centenários.
A 16 de maio, o programa prossegue com a Rota 2, que estabelece uma ligação entre a arte e o património fúnebre da cidade. O itinerário começa na Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio, segue pela Rotunda da Boavista. A Rota culmina no Cemitério de Agramonte, desvendando a história social e botânica destes espaços de referência. A terceira etapa está já agendada para o dia 20 de junho, aguardando-se para breve a divulgação do programa detalhado.
Até novembro, a iniciativa estender-se-á a outros territórios como o Passeio Alegre, a Asprela, a Cordoaria ou São Roque, entre outros. O objetivo é desenhar uma cartografia alternativa do Porto, assente no património natural e na memória coletiva.
O património arbóreo do Porto conta atualmente com 228 exemplares classificados como de Interesse Público. Este conjunto divide-se em três tipologias distintas — árvore isolada, maciço e alameda — incluindo espécies de elevado valor botânico como sobreiros, araucárias, tulipeiros, teixos, metrosíderos e plátanos.

