Nélida Piñon amava o nosso país, não apenas por ser brasileira, mas sobretudo por ter grande apego às suas raízes galegas e à ligação afetiva a Portugal, frequentemente associada a essa condição. Disse-mo pessoalmente, no final do século passado, quando a entrevistei para o JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, a propósito do lançamento entre nós do romance A República dos Sonhos, onde a escritora contou a saga de Madruga, jovem camponês que deixa a Galiza natal para embarcar num navio com destino ao Brasil, esse eterno “país do futuro” (como lhe chamou o escritor Stefan Zweig), tendo …
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