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Galiza e Portugal voltam a reafirmar a sua excelência ambiental e turística em 2026. Em conjunto, a faixa atlântica soma mais de seis centenas de zonas distinguidas com a Bandeira Azul. Este registo consolida a geografia atlântica peninsular como uma das maiores concentrações de águas balneares de elevada qualidade ambiental a nível europeu.
No caso galego, a região regista um crescimento significativo ao contabilizar 118 praias galardoadas esta temporada — um acréscimo de dez face ao ano anterior. Ao somar os galardões atribuídos a portos de recreio, centros de interpretação ambiental e trilhos azuis, a Galiza atinge um total de 219 distinções.
Do lado português, os 438 galardões globais, abrangem zonas balneares, marinas e embarcações ecoturísticas. No tocante estritamente às praias, Portugal ostenta 396 distinções, numa oferta diversificada que equilibra 350 praias costeiras e 46 interiores e fluviais.
No âmbito geográfico galego destaca-se a incorporação da Praia dos Franceses, situada no município da Veiga, que se torna a primeira praia fluvial da província de Ourense a obter esta certificação de qualidade. A distribuição por províncias mantém Ponte Vedra na liderança com 56 areais certificados em 11 municípios, seguida da Corunha com 44 em 18 municípios, Lugo com 17 distribuídos por 8 municípios e Ourense com uma praia fluvial.
No que respeita às restantes categorias, a Galiza conta com 11 portos de recreio certificados e 18 centros azuis destinados à divulgação e educação ambiental e, no capítulo dos trilhos azuis com 72 itinerários reconhecidos.
A distribuição geográfica portuguesa do galardão é liderada pelo Algarve no segmento das praias costeiras. A região algarvia soma 86 zonas distinguidas, das quais 85 se situam na faixa litoral, destacando-se ainda a área de interior fluvial da Albufeira de Odeleite.
O Norte do país contabiliza 73 praias galardoadas repartidas entre 62 zonas costeiras e 11 praias fluviais. À forte representação de municípios como Viana do Castelo, Esposende e Matosinhos, junta-se a qualidade das águas interiores como as da Albufeira do Azibo, localizada em Macedo dos Cavaleiros.
Na região de Lisboa e Vale do Tejo, o galardão foi atribuído a 55 praias, impulsionado por concelhos com extensa tradição balnear, designadamente Almada, que ostenta dez bandeiras, Cascais, com sete, além dos territórios de Sintra e Torres Vedras.
O Centro de Portugal destaca-se pelo seu protagonismo na gestão das águas interiores, somando 47 galardões onde as praias fluviais e de montanha assumem um papel central. Municípios como Sertã, Penacova, Góis e Arganil lideram esta oferta de interior, convivendo com a oferta litoral de referência da Figueira da Foz.
Já no Alentejo, das 42 praias distinguidas, 31 correspondem a zonas costeiras e 11 a ambientes fluviais. O concelho de Odemira consolida-se com 11 distintivos, enquanto o interior alentejano ganha visibilidade através das albufeiras do Alqueva e de Mourão.
Os Açores registam 45 zonas galardoadas, distribuídas entre praias costeiras e piscinas naturais. Por sua vez, a Madeira contabiliza 17 distinções, abrangendo praias costeiras e complexos balneares situados em Porto Santo, Machico e Porto Moniz.
Fotografia: www.turismo.gal





