aterro em penafiel com escavadoras a trabalhar

Falcoaria para controle de gaivotas no Vale do Sousa

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Redação |

A Ambisousa, empresa intermunicipal responsável pela gestão de resíduos no Vale do Sousa, vai adotar uma estratégia inspirada na natureza para lidar com a concentração de gaivotas nos seus aterros sanitários. A Ambisousa lançou um concurso público, já publicado em Diário da República, para a contratação de serviços de falcoaria para controlar gaivotas nos aterros de Lustosa em Lousada e Penafiel.
O método aproveita o instinto natural das aves de rapina para que as gaivotas se afastarem sem recorrer a químicos ou barreiras mecânicas. Além de proteger os aterros, a medida reduz riscos ambientais, evita dispersão de resíduos e protege a segurança aérea nas imediações.
A falcoaria em contextos industriais e de gestão de resíduos é uma estratégia consolidada para mitigar os impactos ambientais e de saúde pública provocados pela concentração de aves. Em aterros sanitários, a presença massiva de gaivotas — atraídas pela abundância de alimento — acarreta riscos sérios, como a dispersão de resíduos para terrenos vizinhos, a contaminação de recursos hídricos e até ameaças à segurança aérea em zonas limítrofes. Ao introduzir predadores naturais treinados, cria-se um efeito de dissuasão biológica que força a retirada destas populações sem desequilibrar o ecossistema local.
Diferente das abordagens químicas ou mecânicas, a falcoaria tira partido do instinto natural de predador-presa para o controlo de pragas. As aves de rapina adestradas, como falcões e gaviões, estabelece uma zona que força as gaivotas a abandonar o perímetro. Por promover o afugentamento sem recorrer ao abate, esta estratégia é amplamente reconhecida como um método de baixo impacto ambiental e elevada eficácia biológica.
Com um investimento base de 180 mil euros, o contrato apresenta uma duração inicial de 12 meses com a possibilidade de renovação anual até ao limite de três anos.

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