Protesto em Vigo no Dia das Forças Armadas

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Redação |

Sob o lema “Nem guerra, nem OTAN, nem gastos militares. Paz e Soberania. Não ao desfile militar em Vigo!“, milhares de pessoas marcharam no sábado 30 de maio na cidade de Vigo. O protesto destacou-se pela adesão de múltiplas associações e movimentos sociais junto a partidos e sindicatos que expressaram a sua rejeição ao belicismo crescente no seio da UE e a presença do exército na cidade.

Convocada pela plataforma Galiza pela Paz, a manifestação organizada para coincidir com os atos do Dia das Forças Armadas, juntou segundo a organização mais de 6.000 pessoas contra os atuais conflitos bélicos, sob a palavra de ordem de “Não à Guerra“.

Assim, a marcha centrou as suas reivindicações na defesa da paz e contra a escalada do discurso belicista e o incremento do investimento no setor da defesa. Em opinião das organizações participantes a realização do desfile, além de exposições de armamento e demonstrações operacionais conformariam uma “programação” que contribui para normalizar a cultura militar, especialmente em um cenário marcado pelo aumento dos orçamentos de defesa em vários países europeus.

Além disso, os manifestantes exigiram que os recursos atualmente destinados ao setor militar sejam redirecionados para o fortalecimento dos serviços públicos, da cooperação internacional, da habitação e das políticas sociais. Segundo os dados facilitados pela organização o investimento militar em 2025 teria superado 2% do PIB — 34.000 milhões de euros—, um acréscimo de 45% face ao ano anterior.

O protesto encerrou-se com a leitura de um manifesto reivindicando o compromisso da Galiza com a paz, o desarmamento e a solidariedade internacional. Durante a leitura do manifesto, a organização qualificou de “obscenidade” a permanência do Exército espanhol na cidade, denunciando os seus custos económicos e o impacto na vida quotidiana dos habitantes. De acordo com as organizações envolvidas, a verdadeira segurança basear-se-ia na justiça social e na via diplomática, rejeitando a demonstração de força militar como solução para os conflitos.

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