Francisco Remiseiro (Barro, 1975) aprendeu o ofício com o avô. Este artesão autodidata, que se dedica a criar imagens de santos, altares, trípticos, barcos de pedra e artefactos diversos, desenvolve uma arte figurativa e conceitual no trabalho humilde da pedra e da madeira. As suas excecionais habilidades na escultura derivam do saber ancestral dos canteiros e carpinteiros.
É um artista em vias de extinção, detentor de conhecimentos antigos e tradicionais, tal como a sua companheira, a escultora numismática polaca Monika Molenda.
Homem generoso, sempre disposto a partilhar a sua sabedoria. Tenta seguir os passos de Asorey, Gregorio Fernandez, Brancusi e tantos outros….
Observador de nuvens, as suas obras revelam uma espiritualidade panteísta imbuída da Terra Mãe e da Mãe Terra.

