Alto Minho exige nova ponte entre Caminha e a Guarda

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Redação |

A construção de uma nova ponte sobre o rio Minho figura entre as prioridades definidas pelos dez municípios do Alto Minho com o intuito de melhorar as acessibilidades e reforçar a competitividade do território.

A proposta foi apresentada pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho em conferência de imprensa, realizada em Ponte de Lima, ocasião em que foram identificados os principais investimentos considerados estratégicos para a região. Entre os pontos centrais destaca-se o desenvolvimento de estudos destinados a avaliar a viabilidade de ponte entre Caminha e a Guarda, apontando a zona de Seixas como uma das áreas a analisar.

A Comunidade Intermunicipal entregou ao ministro das Infraestruturas e Habitação Miguel Pinto Luz uma lista de acessibilidades estruturantes, que pretende ver concretizadas nos próximos anos para dar resposta à nova realidade económica e populacional daquela região.

Os investimentos “mais imediatos” que os dez presidentes de câmara defendem “em uníssono” orçam “cerca de 300 milhões de euros”.  A nova ponte entre Caminha e a Guarda, virá a integrar um conjunto de intervenções prioritárias, que englobam a variante Valença–Monção–Melgaço, com ligação direta à A52; o prolongamento da A28; a Portela da Madalena – entre os municípios de Ponte da Barca e Lóvios, através do IC28 a variante de Ponte de Lima; e a ligação ferroviária ao porto de Viana do Castelo.

Os dez municípios assumem uma posição conjunta de reivindicação e exigem uma intervenção permanente junto do Governo e da Infraestruturas de Portugal, com o objetivo de fazer avançar os estudos e projetos considerados fundamentais para o desenvolvimento económico e territorial do Alto Minho.

Caso venha a concretizar-se, a nova ponte assumir-se-á como a sétima ponte a unir a Galiza e Portugal ao longo do rio Minho. A montante, a Ponte da Frieira, situada na zona da barragem, liga Cevide e Ponte Barxas. A histórica ponte de Valença-Tui, datada de 1886 e atribuída à escola de Eiffel, serve o tráfego rodoviário local e a linha ferroviária. Na década de 1990 foram construidas as pontes da A28 – A-55, situada entre Cerveira/Valença e Tui (1993), a de Monção-Salvaterra de Minho (1995) e a de Melgaço-Arbo (1998). Já neste século, a ponte de Cerveira-Tominho – Ponte da Amizade – foi inaugurada em 2004.

A eurorregião conta com um total de 27 passos, tendo registado, de acordo com o relatório do Observatorio Transfronterizo España–Portugal relativo ao ano de 2022, em torno de 50.500 veículos diários. Entre eles, nove passos suportam uma intensidade média diária superior a 1.000 veículos.

A análise dos fluxos revela que a ligação de Tui com Valença a través da ponte nova, regista 17.711 veículos; a de Salvaterra com Monção contabiliza 8.264; o passo entre Goiám e Cerveira atinge 6.070; a ponte velha que une Tui com Valença, regista 4.182 viaturas e a travessia de Arbo a Melgaço atinge 2.292 veículos.

Já na raia seca, o eixo Azeredo com o Lindoso regista 2.421 veículos; a ligação de Ponte Barxas a São Gregório contabiliza 1.437, a de Verim (A-75) a Vila Verde da Raia soma 3.747 e a de Verim (N-532) ao mesmo ponto apresenta 2.537 veículos.

Dentro deste sistema de mobilidade, o passo de Tui–Valença do Minho constitui o ponto nevrálgico da circulação. Somando os fluxos registados na ponte nova e a ponte velha, contabilizou 21.893 veículos diários. Esta mobilidade consagra-a como a passagem mais transitada entre estados, e via estratégica devido à sua capacidade de combinar a mobilidade quotidiana lagora, os fluxos turísticos e de peregrinos e o transporte logístico internacional.


Fotografia: Guarda Turismo

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