Alvarinho: Quase 8 mil hectares unem o sucesso no Minho e Rias Baixas

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Redação |

A campanha vitivinícola do Alvarinho arranca com perspetivas de crescimento de 5% estimado pelo Conselho Regulador das Rias Baixas enquanto o Instituto da Vinha e do Vinho, aponta para um aumento de 6% na Região dos Vinhos Verdes.

No terreno, este dinamismo reflete-se na valorização da uva, com os produtores minhotos a comercializarem o quilo a 1,30€, segundo destaca o Diário do Minho. Do lado galego, embora o Sindicato Labrego Galego aponte uma referência de 1,52€ calculada por viticultores, o setor recorda que este valor não possui estatuto oficial ou mínimo legal comum.

O Conselho Regulador Rias Baixas estima uma colheita recorde que poderá rondar os 50 milhões de quilos de uva. Na Região dos Vinhos Verdes, embora os dados agregados oficiais de produção sejam consolidados a posteriori, também mantém uma dinâmica crescente de produção.

A casta conta com estruturas de gestão e regulação. Na Galiza, a gestão da variedade está centralizada no Conselho Regulador da Denominação de Origem Rias Baixas. Este organismo público atua como a entidade principal que concentra a maioria do cultivo, assegurando o controlo de qualidade, a autenticidade e a promoção. A tutela institucional da casta em território português é exercida de forma direta pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, enquanto o enquadramento estratégico é assegurado pelo Instituto da Vinha e do Vinho.

A norte do Minho, a área protegida de vinha de Alvarinho ultrapassa os 4.500 hectares, segundo os dados oficiais da Denominação de Origem. A sul, a superfície cultivada ascende a mais de 3.200 hectares, com base nas referências do Instituto Nacional de Investigação Agrária e do Instituto da Vinha e do Vinho. No total, a área dedicada ao cultivo desta casta atinge cerca de 8.000 hectares.

Com mais de 5.000 viticultores na Galiza e cerca de 3.000 na sub-região-mãe em Portugal, o setor do Alvarinho baseia-se numa estrutura familiar e minifundista. No total, existem aproximadamente 8.000 produtores dedicados a esta casta, repartidos por explorações de pequena e média dimensão em ambos os lados do rio Minho.

No que diz respeito à área de expansão do alvarinho, em território galego, divide-se em cinco sub-regiões: o Vale do Salnês, o Condado, o Rosal, a Ribeira do Ulha e Souto Maior. Do lado português, a casta encontra maior densidade e prestígio em Monção e Melgaço.

No território sob tutela da Denominação de Origem Rias Baixas, as variedades brancas representam mais de 99% da uva colhida anualmente, sendo lideradas pela casta Alvarinho, que constitui cerca de 96%. Em Portugal, o Alvarinho destaca-se tanto na produção de vinhos monovarietais como em lotes de prestígio, combinados com pequenas percentagens de trajadura.

O modelo económico no território galego destaca-se pela vocação exportadora, direcionando cerca de 30% da sua produção total para mercados externos. A comercialização internacional quer das marcas galegas, quer das portuguesas, os Estados Unidos lideram de forma estável o ranking, seguidos por mercados europeus como o Reino Unido. Já os alvarinhos portugueses assumem também forte penetração nos mercados canadiano e no norte da Europa.

Como exemplo da vitalidade e importância do Alvarinho, Monção e Cambados celebram a casta através de dois grandes eventos de referência. Organizada pela Câmara Municipal, a 30.ª Feira do Alvarinho de Monção realizar-se-á em 2027, afirmando-se como “a Maior Wine Party de Portugal”. Por sua vez, Cambados acolherá a 74.ª Festa do Vinho Alvarinho, a celebração enogastronómica galega mais antiga e que ostenta o título de Festa de Interesse Turístico Internacional.

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