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De acordo com os dados publicados pelo Eurostat, Portugal volta a ser o país da UE onde o preço da habitação mais aumentou. O gabinete de estatísticas oficial da União Europeia indica que o mercado imobiliário europeu manteve a sua trajetória de encarecimento no arranque de 2026, embora a ritmos muito distintos consoante a geografia.
As estatísticas do primeiro trimestre do ano indicam que o índice de preços da habitação na União Europeia registou um aumento de 5,1%, enquanto na Zona do Euro o crescimento médio se fixou nos 4,7%.
Os dados oficiais revelam um mercado a duas velocidades na Europa, com Portugal a destacar-se de forma isolada como o país onde comprar casa ficou mais caro. O país registou aumento de 17,8% no primeiro trimestre de 2026, o que representa um valor mais de três vezes superior à média registada no conjunto da União Europeia.
Nos últimos cinco anos, o preço da habitação em Portugal registou uma dinâmica acentuada. Após atingir uma variação homóloga de 13,2% em meados de 2022, a subida dos preços abrandou ao longo de 2023, tocando o mínimo de 7,6% no terceiro trimestre. Contudo, a partir do final de 2024 (11,6%), o mercado voltou a aquecer rapidamente. O crescimento acelerou de forma sucessiva durante o ano de 2025, culminando num pico de 18,9% no quarto trimestre. O arranque de 2026 consolidou esta tendência de forte pressão imobiliária, fixando-se numa variação homóloga de 17,8%.
Este forte aquecimento dos preços em Portugal foi acompanhado por outras economias do sul e leste da Europa, que também apresentaram variações de dois dígitos. A Bulgária registou o segundo maior aumento com uma subida de 14,8%, seguida pela Eslováquia com 14,4%, pela Croácia com 14,3% e pela Espanha com um crescimento de 12,8%.
Em contrapartida, algumas das principais potências económicas do bloco comunitário continuam a dar sinais de arrefecimento. Os preços imobiliários em França encontram-se praticamente estagnados, apresentando uma variação de apenas 0,1%. Na Alemanha, a maior economia europeia, registou-se um crescimento de 1,4%.
No extremo oposto da tabela, a Finlândia contrariou a tendência geral da União Europeia e assumiu-se como o único estado a registar uma quebra nos preços, assinalando uma contração de 2% no mesmo período.
Completam os dados do Eurostat a Lituânia (11,9%), a Letónia (10,9%) e a Chéquia (10%) que registam fortes subidas. O Luxemburgo (1,7%) e a Bélgica (2,8%) mostram uma estabilização acentuada. No Sul e Leste, a Eslovénia (9,3%) e a Roménia (7,8%) mantêm um crescimento acentuado, contrastando com o comportamento moderado da Itália (5,2%) e de Malta (4,7%). No Norte, a Dinamarca lidera com 8,3%, distanciando-se da Suécia (2,6%). Reino Unido e Turquia não apresentam dados disponíveis nesta série.






