México contorna sanções dos EUA para enviar petróleo a Cuba

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Redação |

O Governo do México procura mecanismos para reativar o envio de petróleo para Cuba através de um esquema comercial com empresas privadas. A presidente Sheinbaum afirmou que o seu governo está a trabalhar para que empresas privadas transportem combustível para Cuba.

Embora a chefe do Executivo mexicano tenha reafirmado o envio de ajuda material a Cuba no dia 9 de junho, a estratégia do país mudou semanas depois. A Presidente explicou que o fornecimento de energia não dependerá mais diretamente da empresa estatal Petróleos Mexicanos (Pemex). Em vez disso, a assistência será viabilizada por meio de empresas privadas mexicanas que possuem licença para operações internacionais.

A proposta do governo mexicano surge após Donald Trump intensificar a pressão contra Cuba e ameaçar punir as nações que continuarem fornecendo combustível à ilha. Esse posicionamento reforça o cerco económico que os Estados Unidos impõem a Cuba há mais de seis décadas.

Na sequência do ataque à Venezuela e do sequestro do presidente Maduro, os EUA aumentaram o cerco energético e financeiro contra Cuba. O cerco tem perturbado a vida de 10 milhões de cubanos, uma vez que a falta de combustível afeta a produção de energia elétrica, o funcionamento dos hospitais, a produção e distribuição de alimentos e o bombeamento de água.

Cuba depende diretamente da importação de combustível para manter o funcionamento de sua rede elétrica e de serviços essenciais. O único petroleiro que chegou à ilha desde o reforçamento do cerco foi um navio russo que atracou no final de março na costa norte, carregado com 730 mil barris de petróleo.

Diante das reformas económicas implementadas pelo governo cubano na sequência das ameaças comerciais dos Estados Unidos, o México busca uma alternativa para manter sua relação com a ilha sem intervenção estatal direta. O novo mecanismo em exploração para o fornecimento de petróleo adotará um caráter estritamente comercial, aproveitando a abertura cubana à participação privada e ao investimento estrangeiro.

A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que trabalha na criação dessa estratégia viável, adaptada às novas diretrizes aprovadas por Havana. O objetivo do governo mexicano é que o envio de combustível seja retomado em breve e sob moldes de mercado. Contudo, a governante ainda não especificou datas ou os nomes das empresas privadas licenciadas que participarão dessa triangulação energética.

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