«The Aftermath» vence o prémio de Fotógrafo de Vida Selvagem 2026

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Redação |

Federico Veronesi pela sua imagem «The Aftermath>>

A 62.ª edição do concurso de fotografia promovido pelo Natural History Museum atingiu um recorde absoluto, registando 65.403 candidaturas oriundas de 121 países e territórios. Pela primeira vez, tanto o prémio principal como o galardão jovem distinguiram fotografias em preto e branco.

O título máximo de Fotógrafo de Vida Selvagem foi atribuído ao italiano Federico Veronesi pela sua imagem «The Aftermath» (O Logo após). Captada no vale do rio Huab, na Namíbia, a fotografia regista o momento em que uma elefanta adulta transporta a sua cria falecida.

Na categoria dedicada aos novos talentos, o galardão de Jovem Fotógrafo de Vida Selvagem foi entregue a Oscar Whitfield, um britânico residente no Zimbábue. A imagem premiada, intitulada «Trabalho de Amor», regista o esforço de um escaravelho do esterco enquanto transporta e empurra a sua carga.

Fotografia: Oscar Whitfield/Wildlife Photographer of the Year

As imagens premiadas integram a exposição anual que abriu ao público no Museu de História Natural de Londres, na sexta-feira, 16 de outubro. A mostra abrange categorias como a vida subaquática, a fauna urbana, o fotojornalismo e o comportamento de mamíferos. Após a exibição na capital inglesa, a iniciativa seguirá para uma digressão nacional e internacional com o objetivo de sensibilizar os visitantes para a conservação do meio natural.

Entre os galardões atribuídos nas faixas etárias mais jovens, Amelie Davis (Reino Unido) venceu na categoria até aos 10 anos. Oscar Whitfield (Reino Unido/Zimbábue), que conquistou também o prémio principal jovem, destacou-se no escalão dos 11 aos 14 anos, enquanto Konrad Gräeter (Alemanha) foi o vencedor no escalão dos 15 aos 17 anos. O prémio Estrela em Ascensão (Rising Star) foi atribuído ao alemão Alexis Tinker-Tsavalas.

No domínio do comportamento animal, o italiano Federico Veronesi arrecadou o galardão na categoria de Mamíferos. Nas restantes vertentes de comportamento, os prémios foram para Isak Pretorius (África do Sul) em Aves, Anton Sorokin (EUA) em Anfíbios e Répteis, e Sitaram Raul (Índia) na secção de Invertebrados.

Nas categorias dedicadas aos habitats e elementos naturais, James Lewin (Reino Unido) venceu em Animais no seu Ambiente, ao passo que Aaron Sanders (Reino Unido) conquistou a categoria de Retratos de Animais. O grego Agorastos Papatsanis destacou-se em Plantas e Fungos, Michał Michalski (Polónia) em Arte Natural e Seth Forestson (EUA) na categoria de Vida Selvagem Urbana.

Nas explorações do meio aquático e marinho, Tony Wu (Japão/EUA) venceu a categoria Subaquática. As perspetivas globais foram atribuídas a Alex Lindbloom (EUA), na categoria Oceanos, e a Alex Visbal (Colômbia), na vertente de Áreas Húmidas.

Por fim, o fotojornalismo e a narrativa documental premiaram o chileno Francisco Negroni no prémio de Fotojornalismo e o norte-americano Loren Elliott no Prémio de História para Fotojornalista. O Prémio de Portefólio foi entregue a Kutub Uddin (Bangladesh/Reino Unido).


Fotografia principal: Federico Veronesi/Wildlife Photographer of the Year

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