2º Turno Eleições Brasil – Acompanhe no DNS

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No domingo, 25 de outubro de 2026, no encerramento das mesas de votação, acompanhe a página do De Norte a Sul, que ligará diretamente ao TSE e seguirá a contagem dos votos ao minuto.

BRASIL 2026 · 2.º TURNO
Lula da Silva Lula —
Flávio Bolsonaro Flávio Bolsonaro —
Secções: — Fonte: TSE
A aguardar dados oficiais
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Flávio Bolsonaro (PL) entrou no segundo turno com uma vantagem ligeira sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões), contra 45,16% de Lula (53,8 milhões) — pouco menos de dois pontos percentuais de diferença.

No primeiro debate direto entre os dois, promovido pela Band, não houve consenso sobre o vencedor. Uma leitura destacou que Flávio levou alguma vantagem, por uma performance mais ensaiada e por circular pelo palco para aparecer na tela mesmo quando Lula falava; uma pesquisa qualitativa da Quaest durante o debate deu 82 pontos a Flávio contra 79 de Lula. Outra análise concluiu que Lula se saiu melhor, ao conduzir Flávio a admitir falhas do pai, Jair Bolsonaro, na pandemia. Houve também quem avaliasse que não houve vencedor claro.

As sondagens atuais mostram empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos: a Quaest (14/out) dá Flávio 46% × Lula 44%; o Datafolha apontava Flávio 47% × Lula 45%; e a Vox Brasil (18/out) indicava Lula 51% × Flávio 49% dos votos válidos.

Mais do que uma disputa entre dois nomes, o segundo turno opõe dois projetos distintos para o Brasil.

Do lado de Flávio Bolsonaro, a prioridade declarada é o indulto presidencial ao pai, Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. Flávio promete conceder o perdão já nas primeiras horas do novo governo e levar o pai à rampa do Planalto para receber a faixa presidencial. Especialistas, porém, alertam que o indulto não devolveria a elegibilidade de Jair e que o STF pode anular o benefício.

Na política externa, Flávio prometeu a Donald Trump, na Casa Branca, que o Brasil aderiria ao “Escudo das Américas”, uma aliança regional antidrogas liderada por Washington, e pediu que as facções PCC e Comando Vermelho fossem designadas organizações terroristas — classificação que o governo Lula rejeita por razões de soberania. Flávio ofereceu ainda as reservas brasileiras de minerais críticos como “alternativa” ao monopólio chinês.

Na economia, a campanha de Flávio quer aplicar no Brasil o receituário ultraliberal de Javier Milei, com um “revogaço” de mais de mil normas, corte de gastos, privatização de mais de 20 estatais e redução drástica do Estado. A experiência argentina, porém, acumula 335 mil empregos formais perdidos e 28 mil empresas fechadas em dois anos e meio.

Do lado de Lula, o programa de reeleição define como prioridades a defesa da soberania e da democracia, a modernização do Estado e o combate às desigualdades. Na política externa, o documento reafirma a capacidade do Brasil de fazer escolhas “sem qualquer tipo de subordinação estratégica” e aprofunda a aproximação com os BRICS e o Sul global. Nas políticas sociais, a coligação promete ampliar a proteção social, a justiça tributária e os investimentos em educação, saúde e infraestruturas.

A estatística histórica pesa contra Lula — desde a redemocratização, nenhum candidato que perdeu o primeiro turno venceu o segundo. Mas também é inédito o feito que ele persegue: nenhum presidente brasileiro alcançou um quarto mandato.

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