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Uma recente pesquisa promovida pelo Colégio Profissional de Jornalistas da Galiza revela as avaliações e os principais desafios na cobertura da informação municipal, após recolher a opinião de 56 profissionais da informação nas sete principais cidades galegas.
O relatório apresenta conclusões gerais, análises individualizadas de cada cidade e uma reflexão final sobre a responsabilidade de jornalistas e meios de comunicação no declínio da qualidade da informação municipal. O estudo conclui que existe uma marcada tendência à centralização informativa e ao controlo político.
No documento, o Colégio destaca, em primeiro lugar, a centralização e a opacidade. Os governos municipais concentram a comunicação na figura da alcaidaria e limitam as comparências públicas. Além disso, recorrem com frequência ao envio de materiais fechados (áudios ou vídeos) que impedem formular perguntas e o acesso direto aos vereadores responsáveis por cada área.
O documento aborda também o papel dos gabinetes de imprensa, que, em vez de garantirem a transparência pública, atuam habitualmente como filtros restritivos. Na prática, respondem com atraso, negam o acesso a fontes documentais e centralizam toda a gestão.
Outro aspeto crítico aponta para um tratamento desigual e discriminatório, detetando-se favoritismo informativo e falta de equidade para com os jornalistas consoante o meio. Além disso, chegaram a registar-se casos graves de pressões, ataques e ameaças de retirada de publicidade institucional devido a informações críticas.
O relatório aponta ainda uma preocupante confusão institucional e partidista. Na prática, existe indefinição sobre a alocação do pessoal dos gabinetes, sem se distinguir claramente se os profissionais trabalham para a administração pública ou para um partido político.
Por fim, o relatório sublinha o esforço diário da profissão jornalística para manter a honestidade e o senso crítico, além de evitar a autocensura.
O documento do Colégio de Jornalistas da Galiza não se limita a recolher as constatações dos profissionais, apresentando também propostas concretas de melhoria.
A primeira medida passa por estabelecer comparências regulares com perguntas obrigatórias, garantindo conferências de imprensa periódicas da presidência e dos vereadores com pelouros. Dessa forma, assegura-se o direito de resposta e salvaguarda-se que qualquer ato público de um representante municipal permita o direito a formular questões.
A proposta seguinte diz respeito à restrição do uso de materiais pré-gravados. O objetivo é limitar a casos estritamente excecionais o envio de declarações em áudio ou vídeo, combatendo assim a substituição do contacto direto por formatos unilaterais.
Segue-se, nas propostas, a garantia de acesso desimpedido a fontes e documentos. A medida obriga os gabinetes a facilitar toda a documentação pública solicitada e a assegurar o contacto direto com os responsáveis políticos, eliminando qualquer tipo de discriminação entre os órgãos de comunicação social.
Por fim, o documento defende a transparência na orgânica dos gabinetes. A medida exige a identificação clara e pública — incluindo a publicação no site municipal — de quem integra formalmente o gabinete de comunicação da autarquia e quem pertence aos diferentes grupos políticos da corporação.




