UMinho leva o património fortificado da fronteira às escolas da raia

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Redação |

Os investigadores apresentarão este mês palestras, painéis interpretativos, uma unidade didática e um guia online sobre as estruturas da Guerra da Restauração.

A Universidade do Minho irá desenvolver, durante outubro, um programa educativo sobre o património das paisagens fortificadas da Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés, dirigido a alunos de ambos os lados da raia. Prevê-se sete sessões em escolas galegas e uma em Portugal, uma unidade didática com conteúdos e atividades adaptados ao ensino básico e ao ensino secundário, bem como dois painéis interpretativos e ainda um guia digital de acesso livre sobre as fortificações nesta fronteira e os vestígios da Guerra da Restauração (1640-1668).

As palestras vão ser ministradas num centro escolar de Arcos de Valdevez e em escolas primárias de Bande, Blancos, Entrimo, Lóvios e Moinhos, além do instituto de Bande. Em cada sessão de 50 minutos e com colóquio subsequente vai detalhar-se a construção daquelas fortificações, interpretar os vestígios e compreender a configuração da paisagem atual, entre outros aspetos.

Durante a Guerra da Restauração houve muitas fortificações construídas ou reabilitadas ao longo da raia luso-galega, como os fortes de Arcos de Valdevez, os castelos de Montalegre e de Araújo, a Piconha ou a torre de Sande. A Reserva da Biosfera Gerês-Xurês, reconhecida pela UNESCO, é uma área de montanha que cruza cinco concelhos do Norte de Portugal (Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca, Terras de Bouro) e seis da Galiza (Bande, Calvos de Randim, Entrimo, Lobeira, Lóvios, Moinhos).


Fotografia: UMinho/José M. Costa-Garcia

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