Redação |
Uma campanha publicitária com recurso a imagens de mulheres nuas e a um slogan de duplo sentido foi o centro da controvérsia na feira Conxemar, em Vigo. A polémica foi protagonizada pela empresa italiana La Selvaggia, que promoveu os seus produtos com a frase “nem todas as amêijoas são iguais”.
A polémica campanha da La Selvaggia começou a 18 de setembro, quando a empresa anunciou a sua participação na feira nas redes sociais, com uma estratégia baseada em fotografias de mulheres nuas. Dias depois, partilhou uma imagem de uma mulher também sem roupa sobre redes de pesca para promover um calendário de “conteúdo selvagem” para 2027.
Especializada na comercialização de amêijoas do Adriático, a La Selvaggia foi alvo de duras críticas. A indignação foi gerada pela sua estratégia promocional, que assenta na exibição de fotografias de mulheres nuas e em jogos de palavras de cariz sexista, instrumentalizando e sexualizando o corpo feminino para o associar ao produto comercializado.
No stand da feira, a empresa distribui o folheto intitulado Welcome to La Selvaggia, cuja capa exibia a imagem de uma mulher nua deitada sobre o produto junto com outras três fotografias de mulheres associadas à iconografia marinheira: uma surge ao leme de um barco, outra aparece coberta com redes de pesca e uma terceira encontra-se rodeada de sal e amêijoas. Noutro dos folhetos distribuídos, pode ler-se a frase “nem todas as amêijoas são iguais“, um lema que a marca também utilizou nos seus perfis nas redes sociais.
Na sequência da polémica, a Conxemar decidiu expulsar a empresa do certame. Em comunicado, a associação empresarial condenou “o uso da imagem da mulher como reclamo comercial sexista e vexatório“, sublinhando que este tipo de publicidade é “incompatível com os princípios de igualdade, dignidade e respeito” defendidos pela organização.
O caso também motivou uma condenação do ministério italiano que abrigava a firma no seu expositor.





