Através de um comunicado oficial o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial do Rio Minho reiterou a necessidade de os dois Estados assumirem os desafios ecológicos do rio como uma prioridade estratégica. O organismo, que engloba 26 autarquias, solicitou integração das suas reclamações na XXXVI Cimeira Luso-Espanhola. Entre os assuntos urgentes que continuam sem resolver, o assoreamento do rio Minho e proliferação de espécies exóticas invasoras
Redação |
Os autarcas das margens do Rio Minho exigiram a gestão conjunta e respostas governamentais urgentes. Os municípios uniram esforços para reclamar uma intervenção coordenada e imediata dos governos estatais no troço comum do rio Minho. Através da Comissão de Trabalho do Pacto do Rio Minho, os autarcas alertaram para o agravamento de problemas estruturais que ameaçam a segurança, a economia e os ecossistemas da região.
A falta de uma resposta eficaz por parte dos Estados centrais tem resultado no agravamento do assoreamento do troço comum, o que compromete gravemente a navegabilidade e a segurança das embarcações. Além disso, as populações locais enfrentam a proliferação de espécies exóticas invasoras que desequilibram a biodiversidade local, a gestão deficitária dos caudais, com impactos diretos na pesca tradicional e no turismo e a perceção de abandono, contrastando com o valor estratégico e identitário do rio para as comunidades ribeirinhas.
Os autarcas defendem que a fragmentação institucional atual impede a execução de soluções práticas no terreno, exigindo que o rio seja gerido como uma unidade ambiental e económica única. O movimento é liderado pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Rio Minho, sob a direção de José Manuel Vaz Carpinteira, presidente da Câmara de Valença do Minho. A posição unânime envolve os municípios de Melgaço, Valença e Caminha, Salvaterra do Minho, Tui e o Rosal.


