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O preço do cabaz de produtos alimentares essenciais registou uma nova subida entre 30 de setembro e 7 de outubro, fixando-se nos 255,56 euros. De acordo com a análise semanal da DECO PROteste, a compra ficou 1,34 euros mais cara face à semana anterior, mantendo a tendência de acréscimo no custo dos alimentos.
O cabaz de 63 produtos alimentares essenciais monitorizado pela DECO PROteste — que inclui categorias como carne, peixe, laticínios, frutas, legumes e mercearia — continua a penalizar o orçamento das famílias.
Desde o início de 2026, o custo deste conjunto de bens encareceu 13,74 euros, o que representa uma subida de 5,68%. Esta tendência de agravamento também se reflete na comparação homóloga, face ao mesmo período de 2025, com um acréscimo de 13,42 euros (mais 5,54%).
A perspetiva a médio prazo acentua ainda mais a perda de poder de compra: em comparação com janeiro de 2022, os consumidores pagam agora mais 67,86 euros pelos mesmos produtos. Em apenas quatro anos, acumula-se assim uma expressão inflacionária de 36,15% no custo total deste cabaz essencial.
O impacto da última semana no cabaz alimentar ficou marcado por subidas expressivas em produtos específicos de mercearia e congelados. Os cereais integrais lideraram os aumentos percentuais, disparando 29% e passando a custar 4,54 euros.
A estas subidas somaram-se as ervilhas congeladas, que registaram um acréscimo de 11% (fixando-se nos 3,94 euros), e a polpa de tomate, 10% mais cara, alcançando o preço de 1,44 euros.
Olhando para a evolução homóloga face ao mesmo período de 2025, o peixe e os frescos destacam-se pelos aumentos mais acentuados. O carapau lidera as subidas percentuais com um disparar de 42%, atingindo os 5,57 euros por quilo, seguido pelo bacalhau graúdo, que encareceu 29% e custa agora 20,73 euros por quilo.
No setor hortícola, o tomate chucha também regista uma inflação notória, com uma subida de 26% que fixa o seu preço nos 2,63 euros por quilo.
Desde o início do acompanhamento da DECO PROteste em janeiro de 2022, o acumulado da inflação alimentar revela subidas drásticas em produtos de consumo diário. A carne de novilho para cozer regista o aumento mais expressivo de todo o período, disparando uns impressionantes 110%. Logo a seguir surgem o bacalhau graúdo, com uma subida de 96%, e a couve-coração, que encareceu 86%.
Créditos da imagem: Wikimedia Commos




