Ana Miranda no Parlamento da UE

Corredor Atlântico Lisboa -Vigo defendido na UE

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Redação |

Eurodeputada do Bloco Nacionalista Galego apresentou 40 emendas ao relatório sobre o Mecanismo Interligar a Europa, Connecting Europe Facility (CEF).

A eurodeputada galega Ana Miranda reafirmou no Parlamento Europeu que a conclusão do Corredor Atlântico continua a ser uma prioridade. Miranda salientou que a intervenção do seu partido foi decisiva para que as emendas incluíssem a necessidade de modernizar e finalizar a ligação ferroviária e rodoviária galega à Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T).

As propostas do BNG destacam como prioridade a conclusão do eixo Corunha – Vigo – Porto nas redes transeuropeias de transporte. As propostas defendem também a ligação a portos, aeroportos e centros logísticos, nomeadamente a Plataforma Logística e Industrial de Salvaterra de Minho-As Neves.

Além disso, defenderam a renovação de linhas ferroviárias abandonadas, com especial foco na ligação entre Vigo e Ourense.

Sobre o financiamento, a eurodeputada sublinhou que o orçamento do próximo CEF para 2028 subirá para 81.400 milhões de euros. Sendo fundos de acesso direto para regiões como a Galiza, Miranda considerou fundamental aproveitar estes recursos, que podem ser somados ao FEDER para viabilizar projetos estratégicos, como a saída sul de Vigo.

As emendas da eurodeputada ao CEF focaram-se no regulamento BridgeforEU, projeto focado na modernização e reabilitação de infraestruturas rodoviárias críticas para garantir que a rede transeuropeia não tenha elos fracos.

O objetivo? Eliminar obstáculos administrativos entre a Galiza e Portugal e criar sinergias melhorando a cooperação e a complementaridade das redes secundárias para garantir uma mobilidade mais eficiente e integrada na eurorregião.
As propostas apresentadas sublinharam o papel central das eurocidades, dos Agrupamentos Europeus de Cooperação Territorial (AECT) e de outras estruturas de cooperação, incluindo os novos Pontos de Coordenação previstos na legislação europeia.

É por essa razão que reclamaram que estas organizações sejam consideradas entidades jurídicas elegíveis para financiamento direto. Para tal, os candidatos deveriam demonstrar o pleno cumprimento da legislação ambiental da UE garantindo que o desenvolvimento das infraestruturas respeita os padrões de sustentabilidade.

Já no que diz respeito à vertente energética do CEF — que financiará infraestruturas eurorregionais de eletricidade, hidrogénio e transporte de CO2, além de projetos de energias renováveis — Miranda apresentou também emendas específicas. A eurodeputada defendeu a inclusão das comunidades energéticas e propôs o reforço da cooperação eurorregional para consolidar a RTE-E.

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