O caso de Samuel Luiz em 2021 tornou-se um símbolo da luta contra a homofobia na Galiza, gerando manifestações massivas sob o lema “Justiça para Samuel”.
Redação |
O Tribunal Supremo da Espanha ratificou as penas de prisão para os três autores do assassinato de Samuel Luiz, o jovem galego de origem brasileira, brutalmente espancado até à morte em julho de 2021, no passeio marítimo da Corunha. A decisão do alto tribunal encerra um dos processos judiciais mais mediáticos dos últimos anos, marcado pela indignação social perante a violência homofóbica do crime.
A sentença confirma a pena máxima de prisão de 24 anos para Diego Montaña, considerado o principal instigador da agressão. Para os outros dois coautores, Alejandro Freire e Kaio Amaral Silva, o tribunal manteve as penas de 20 anos de cárcere. Os condenados também terão de pagar uma indemnização de mais de 300 mil euros à família da vítima. Os magistrados rejeitaram os recursos apresentados pelas defesas, sustentando que os factos constituem um crime de homicídio qualificado. O tribunal sublinhou a existência de traição, descrevendo o ataque como um linchamento.
Um dos pontos centrais da decisão foi a manutenção da agravante de discriminação por orientação sexual para Diego Montaña. O tribunal considerou provado que as expressões homofóbicas proferidas durante o espancamento foram o reflexo de um ódio que motivou e intensificou a violência.
O caso de Samuel Luiz tornou-se um símbolo da luta contra a homofobia na Galiza, gerando manifestações massivas em todo o país sob o lema “Justiça para Samuel“. Com esta decisão final dos tribunais, a justiça envia uma mensagem clara de tolerância zero perante crimes de ódio e violência grupal, encerrando um capítulo de profunda dor para a família e para a cidade da Corunha.


