Redação |
Após uma década, o Prémio Literário Nortear, que nasceu para estimular a renovação literária e promover a circulação de obras na Euro Região, reafirma o seu papel no intercâmbio literário. Desde 2015, o Nortear tem contribuído ativamente para a consolidação de um espaço cultural partilhado colocando a criação literária na centralidade.
O concurso dirige-se a jovens escritores, entre 16 e 36 anos, residentes ou naturais da Eurorregião e, mais do que uma competição, o prémio atua como uma plataforma de circulação e difusão de obras. As candidaturas devem ser submetidas até 30 de junho na plataforma oficial.
Para as instituições promotoras, o galardão transcende o reconhecimento individual. É visto como uma ferramenta estratégica para valorizar a escrita entre os jovens, agindo como um estímulo à sua expressão criativa e ao pensamento crítico. Ao mesmo tempo, o prémio e fortalece a ligação com a cultura do território, reforça a identidade e da visibilidade cultural à Euro Região.
O Prémio também fomenta a circulação de obras literárias e a valorização do património imaterial, consolidando um profícuo diálogo a norte e a sul do Minho. Ao longo das suas onze edições anteriores, foram submetidas cerca de 550 obras, um número que atesta o valor do projeto como fonte de visibilidade e oportunidades de edição.
O histórico do prémio é marcado pela revelação de novos nomes no panorama literário da Euro Região. Entre os autores de destaque que foram galardoados ao longo dos anos, encontram-se: Lara Dopazo, Rui Cerqueira Coelho, Cecília Santomé, Sara Brandão, Sabela Varela, Célia Fraga, Pedro Rodríguez Villar, Marta Pais Oliveira, Vicente Vázquez e Manuel Iglesias.
A mais recente vencedora a ser distinguida foi Diana Teixeira, com a obra “Voltar e Não Ser. Memórias de uma raia interior”, um texto com uma combinação de autenticidade e profundidade que explora temas como a identidade, o sentido de pertença e a complexidade da raia.


