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A bacia do Rio Minho foi o foco de discussão científica e política no XII Simpósio ibérico sobre a bacia hidrográfica do rio Minho que decorreu nos dias 28 e 29 de novembro em Tominho.
O simpósio visava a definição de estratégias de gestão e conservação a montante e a jusante do rio, sublinhando a natureza da cooperação galego-portuguesa na proteção dos recursos hídricos comuns.
O evento foi uma iniciativa conjunta do Aquamuseu do Rio Minho de Vila Nova de Cerveira e da Câmara Municipal de Tominho com a colaboração do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto.
O Simpósio, de periodicidade bienal, cumpre a missão de disponibilizar informação científica atualizada a investigadores, autoridades, pescadores e ao público em geral, funcionando como um elemento aglutinador do conhecimento regional.
Os objetivos do Simpósio foram divulgar projetos em curso ou já concluídos e promover a discussão sobre a gestão dos recursos naturais, sensibilizando para a importância da preservação da biodiversidade associada ao rio.
A agenda do Simpósio esteve estruturada em quatro pilares centrais que cobriram a complexidade do ecossistema do Minho não apenas como um recurso hídrico, mas como um sistema.
Na primeira grande área, dedicada aos recursos naturais, foi analisado o ecossistema do estuário até à avaliação da qualidade da água e dos sedimentos, florestas, recursos físicos, biológicos e geológicos.
O eixo dedicado à atividade humana, colocou em análise as atividades económicas no rio, como a pesca, a aquacultura, agricultura ou o lazer.
O Simpósio também dedicou especial destaque aos desafios impostos pela poluição, com cientistas e reguladores a debaterem formas de mitigar o impacto ambiental das práticas.
O pilar Gestão reafirmou a importância da ação coordenada entre Portugal e a Galiza. Os painéis concentraram-se no ordenamento do território, na conservação da natureza e na avaliação da eficácia da legislação ambiental em vigor e na ação das autarquias e comunidades locais.
Por fim, a Educação Ambiental foi consagrada como um vetor estratégico. Esta área visou destacar a importância de sensibilizar as comunidades locais para a necessidade e urgência da sustentabilidade do rio.


