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A Agência Portuguesa do Ambiente informou em nota à comunicação social que está a decorrer o processo de licenciamento do projeto Central Solar Fotovoltaica Sophia sujeito a um procedimento de avaliação de impacto ambiental e que os elementos do pedido de licenciamento se encontram disponíveis no portal Participa até ao 20 de novembro.
A implementação da Central Solar está a ser preparada pela empresa Lightsource bp e resulta de um acordo da empresa com o Operador de Rede de Transporte e as Redes Energéticas Nacionais, tendo como ponto de ligação à rede a subestação do Fundão pertencente à Rede Elétrica de Serviço Público.
A Lightsource bp estima que a Central Fotovoltaica venha a evitar a emissão anual de cerca de 240.500 toneladas CO2, o que equivale a retirar 20.000 automóveis da estrada anualmente. O projeto contempla a instalação de 425.600 módulos fotovoltaicos numa área de 524,4 hectares dos concelhos de Castelo Branco e Idanha-a-Nova.
Os protestos contra a instalação da central fotovoltaica centram-se nos impactos ambientais na natureza, na biodiversidade e nos solos, questionando o local da instalação. A Quercus já manifestou a sua preocupação para o projeto apesar da relevância da produção de energia renovável para a transição energética e combate às alterações climáticas. O projeto levanta reservas de ordem ambiental, a saber, uma área de implantação excessiva, a proximidade e sobreposição com a Zona de Proteção Especial do Tejo, Erges e Ponsul, impactos sobre a Águia-imperial-ibérica e outras espécies protegidas e a perda de habitats ainda remanescentes.
Por sua parte, a Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional sublinhou que cerca de 8% da área da Central Solar Fotovoltaica Sophia está ocupada por habitats de interesse comunitário e declarou que é a maior ameaça ao parque, ao Geopark Naturtejo e à zona de proteção especial de aves porque “sobrepõe-se com uma área muito crítica para aves estepárias e com uma área crítica para aves de rapina”. A coligação Esquerda Livre também se manifestou contra instalação de central fotovoltaica em Castelo Branco porque “O projeto em causa representa um modelo extrativista de exploração energética, que não beneficia as populações locais, não reduz as faturas da eletricidade e compromete gravemente a biodiversidade, a paisagem e a saúde pública” É a segunda vez que a empresa tenta licenciar esta central, depois do “chumbo” da Agência Portuguesa do Ambiente em 2024.

