Redação |
Os resultados das eleições autárquicas do passado 12 de outubro confirmaram a viragem à direita do eleitorado português que vinha das legislativas, sendo que, dos 9.303.840 inscritos, votaram 5.513.492 (59.26%), não votaram 3.790.348 (40.74%), os votos nulos foram 65.034 (1.18%) e os votos brancos, 95.727 (1.74%).
O Partido Social Democrata (PSD) ganhou 136 câmaras municipais com uma vitória reforçada pelos resultados no Porto, Gaia e Sintra e a continuação em Lisboa e Braga. Por seu lado, o Partido Socialista (PS), conquistou 128 e celebrou o triunfo de capitais de distrito como Bragança, Coimbra, Évora, Faro e Viseu.
À esquerda, a Coligação Democrática Unitária (CDU) perdeu cerca de um terço das câmaras municipais e dos eleitos nas últimas autárquicas, deixando a coligação pela primeira vez sem governar nenhuma capital de distrito.
A CDU passa a presidir a 12 das 19 autarquias onde governava desde 2021, destacando-se entre as perdas as câmaras de Setúbal e Évora.
Os resultados também confirmaram a tendência de queda para o Bloco de Esquerda (BE), que viu ainda mais reduzida a sua implantação autárquica.
Pela sua vez, o Centro Democrático e Social (CDS) conseguiu manter as seis câmaras onde governava e, as expetativas do Chega de traduzir em Câmaras o resultado das últimas eleições legislativas, ficaram frustradas, conseguindo apenas o governo de três.
Paralelamente, os agrupamentos de eleitores conquistaram 20 presidências de câmara e, Juntos Pelo Povo, repetiu vitória no município de Santa Cruz (Madeira).
Com estes resultados, o PSD alcançou também a presidência da Associação Nacional de Municípios Portugueses, que tinha sido presidida pelo Partido Socialista desde 2013, ao obterem cerca de um terço dos apoios, sozinhos ou em coligação com outras forças como o CDS-Partido Popular, com o qual governam a nível nacional, ou com a Iniciativa Liberal (IL).

