Redação |
A Associação de Profissionais dos Arquivos, Bibliotecas, Museus e Centros de Documentação da Galiza (BAMAD) aderiu à campanha promovida a nível internacional pela BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) contra empresas que apoiam o sionismo. A BAMAD dirigiu-se aos reitores e às direções das bibliotecas das três universidades galegas para lhes transmitir a preocupação pela utilização do sistema informático de gestão bibliotecária Alma, da empresa Ex Libris, e, em última instância, a necessidade de rescindir o contrato com a mesma.
A BAMAD informa que, a Clarivate, empresa proprietária do software, tem a sua sede no Parque Tecnológico de Malha, um território palestino ocupado pelo Israel, pelo que, consequentemente, a dependência das universidades públicas galegas e o investimento na Alma/Ex Libris significa apoiar materialmente o genocídio e a limpeza étnica na Palestina.

Na sequência da denúncia, a BAMAD solicitou às universidade de Compostela, de Vigo e da Corunha, que estudem a forma de acabar com essa dependência da Ex Libris e dos seus produtos associados porque a utilização deste sistema de gestão nas bibliotecas universitárias galegas deveria ser revista pelas implicações éticas da mesma e como forma de boicote a Israel.
A associação profissional salienta que, uma vez terminado o prazo de adjudicação, deve ser publicado um novo concurso, especificando as cláusulas éticas que as empresas devem cumprir, assegurando assim a possibilidade de que as empresas que participarem no genocídio ou na violação dos direitos humanos não possam candidatar-se em concursos públicos nem serem financiadas com dinheiro público.

