Imagem da Conselheira dentro do prédio atacado

Ataque incendeia futuro centro de menores migrantes em Monforte de Lemos

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Redação |

O edifício em Monforte de Lemos que governo galego planeia converter num centro para menores migrantes sofreu um ataque com coquetéis molotov na madrugada do passado sábado 20 de setembro e causou danos graves no imóvel.

O ataque aconteceu no prédio propriedade da associação Prodeme, uma semana após o anúncio do governo sobre o seu uso para acolher cerca de 80 jovens migrantes.

Embora condenado pelo governo galego e por todas as forças políticas, a ocorrência deu origem a fortes críticas da oposição dirigidas ao presidente galego Alfonso Rueda, e à Conselheira de Política Social, Fabiola García, responsabilizando-os indiretamente pelo clima político que levou ao incidente.

A principal linha de ataque da oposição centrou-se na gestão em relação à chegada de menores migrantes e na linguagem usada pelos membros do Governo galego do Partido Popular, argumentando que esta criou o caldo de cultura para a xenofobia, com acusações de fomentar o discurso de ódio, segregação e criação de guetos e uso político e desumanização dos menores.

Em resposta às críticas, a Conselheira Fabiola García condenou o ataque com a maior firmeza e negou ter promovido o ódio e responsabilizou o Governo central e as suas políticas de repartição arbitrária dos menores e pediu à oposição do Bloco Nacionalista Galego e do Partidos dos Socialistas da Galiza , que “não façam uso político da violência” e que aja com responsabilidade.

O clima de tensão e as acusações de xenofobia intensificaram-se em Monforte de Lemos com a chegada de uma porta-voz da Assembleia de Madrid do partido da extrema-direita Vox (sem representação na Galiza), que provocou uma mobilização cidadã de repúdio por parte de dezenas de vizinhos e ativistas convocados por grupos como o Galiza Nova (a organização juvenil do Bloco).

Os manifestantes antifascistas corearam palavras de ordem como “Fascistas fora de Monforte” e, de forma particularmente incisiva, “Aí estão, esses são, os do coquetel molotov”, ligando a retórica do partido ao ataque incendiário ocorrido dias antes. Cartazes com mensagens como “Galiza é Terra de Acolhimento” também foram exibidos.