Fonte: tnews.pt |
O Norte de Portugal e a Galiza devem continuar “a sensibilizar, em uníssono”, os governos de Portugal e Espanha para a importância estratégica da alta velocidade entre Porto e Vigo, defendeu o presidente da Câmara do Porto este 23 de junho.
Rui Moreira entregou as Chaves da Cidade ao presidente da Junta de Galiza, Alfonso Rueda, numa cerimónia realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Segundo o autarca, as revindicações da eurorregião “são certamente mais audíveis e mais convincentes falando a uma só voz”.
O governante considera que este projeto da ligação de alta velocidade assume uma importância estratégica que “extravasa o âmbito regional e as circunstâncias da eurorregião”. “Este projeto ferroviário também produz efeitos de arrastamento e externalidades positivas, quer no todo nacional dos dois países quer na própria União Europeia”, referiu.
Assim, “a linha de alta velocidade Porto-Vigo deve ser encarada como um desígnio regional, mas também nacional e europeu”. Em seu entender, a alta velocidade irá transformar a mobilidade no Eixo Atlântico, tornando-a mais “eficiente e sustentável”.
“O efeito imediato desta mobilidade será uma coesão regional e territorial e dessa coesão resultam, por seu turno, mais oportunidades de cooperação económica, investimento empresarial e relações comerciais“, acrescentou.
O presidente da Junta da Galiza afirmou que “não se pode esperar mais” e que a eurorregião “precisa e merece um comboio moderno, um comboio rápido, um comboio eficiente, que multiplique as oportunidades”.
Em finais de fevereiro, o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, afirmou que a ligação ferroviária de alta velocidade entre Porto e Vigo fica concluída em 2032, fazendo com que o Norte de Portugal e a Galiza fiquem com “uma posição geoestratégica única”.
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