Cerca 12.500 cidadãos portugueses residentes na Galiza teriam direito a voto nas eleições presidenciais, estando inscritos nos cadernos eleitorais do Consulado-Geral em Vigo. Votação será apenas presencial no próprio Consulado.
Redação |
No próximo domingo, 18 de janeiro, os cidadãos portugueses residentes na Galiza são chamados a às eleições para a Presidência da República. Ao contrário de outros atos eleitorais, a votação é exclusivamente presencial, com as urnas instaladas no Consulado-Geral de Portugal em Vigo, que servirá como centro de votação para toda a Galiza durante o fim de semana.
O acesso às urnas depende da inscrição no recenseamento eleitoral, que ocorre de forma distinta consoante o documento de identificação do cidadão.
Para os detentores do Cartão de Cidadão (maiores de 17 anos), o recenseamento é oficioso e automático. Se a morada oficial registada no cartão for na Galiza, o eleitor está automaticamente inscrito no Consulado em Vigo. Nos casos dos detentores do Bilhete de Identidade, a inscrição não é automática. Os titulares de BI que ainda não o fizeram devem promover a sua inscrição presencialmente no Consulado, apresentando o documento e um comprovativo de morada na Galiza.
O recenseamento encontra-se atualmente suspenso, uma vez que o prazo para alterações terminou 60 dias antes do ato eleitoral. O voto antecipado decorreu nos dias 6, 7 e 8.
Estima-se que residam atualmente cerca de 15.000 cidadãos de nacionalidade portuguesa na Galiza. Deste universo, aproximadamente 12.500 têm direito a voto nas eleições presidenciais, estando inscritos nos cadernos eleitorais do Consulado-Geral em Vigo.
Para as eleições do próximo domingo, o Tribunal Constitucional admitiu onze candidatos, dez homens e uma mulher. Estes são os seus nomes, perfis e apoios:
- André Pestana, líder do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), independente.
- António Filipe, jurista e ex-deputado; apoiado pelo Partido Comunista Português e pelo Partido Ecologista “Os Verdes” (CDU).
- António José Seguro, antigo secretário-geral do PS; apoiado pelo Partido Socialista.
- Catarina Martins, eurodeputada, apoiada pelo Bloco de Esquerda.
- Henrique Gouveia e Melo, almirante e ex-chefe da força-6arefa da vacinação; independente.
- João Cotrim de Figueiredo, eurodeputado, apoiado pela Iniciativa Liberal.
- Jorge Pinto, deputado apoiado pelo Livre.
- Humberto Correia, pintor e escritor; independente.
- Luís Marques Mendes, comentador e ex-líder do PSD; apoiado por PSD e CDS-PP.
- Manuel João Vieira, artista e músico; candidato independente (recorrente).
- André Ventura, deputado e líder do partido, apoiado pelo Chega.

