Universidade de Vigo terá a sua primeira Reitora

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Redação |

Carmen Garcia (Nós Universidade) e Belén Rúbio (H2040) disputarão a segunda volta para a Reitoria da Universidade de Vigo. Tal como a Universidade de Santiago de Compostela fizera em maio passado, a Universidade de Vigo quebrou agora um teto de vidro que persistia desde a sua fundação em 1990.

As candidatas à reitoria obtiveram os maiores apoios da comunidade académica, com 40,2% e 33,9% dos votos ponderados, respetivamente. Jacobo Porteiro (ConSenso) ficou fora da corrida eleitoral ao alcançar apenas 25,81% dos votos.

Garcia Mateo superou os seus rivais em três dos quatro setores. A vitória foi muito renhida no caso do corpo docente de carreira (professores funcionários), onde a vantagem em relação à segunda candidata mais votada, Belén Rubio, foi de apenas um voto real. Já no setor do Pessoal Técnico, de Gestão e de Administração e Serviços, a diferença foi mais expressiva: Carmen Garcia somou quase quatro vezes mais apoios do que os outros dois candidatos juntos, obtendo 36,7% do total de votos emitidos

Por seu lado, Belén Rúbio obteve os seus melhores resultados no pessoal docente e investigador de carreira, quase igualando Carmen Garcia, e no restante pessoal docente e investigador, setor onde foi a vencedora, superando a candidata da “Nós Universidade” por 44 votos reais. Já o líder da “ConSenso” conseguiu o maior apoio entre os estudantes, embora tenha ficado abaixo de ambas as candidatas.

No total, votaram nestas eleições — as décimas da Universidade de Vigo — 4.421 trabalhadores e estudantes, o que representa uma participação de 20,8%. Este número é superior ao das últimas eleições, nas quais Manuel Reigosa concorreu sozinho (12%), mas fica abaixo dos 22% registados em 2018.

A mobilização cresceu nos quatro setores, com destaque para o pessoal técnico, de gestão e de administração e serviços, que foi o coletivo mais participativo, subindo de 61,2% para 83,2% ao somar 586 votos. O pessoal docente e investigador de carreira atingiu os 86,26%, com 817 pessoas a irem às urnas. O restante pessoal docente e investigador roçou os 59%, com a participação de 667 recenseados. Já os estudantes, embora em maior número do que em 2022, voltaram a demonstrar desinteresse por este processo eleitoral, ficando-se pelos 13,14% com 2.351 votos.

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