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Os ministros da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa decidiram criar um prémio literário e reforçar a implementação de um plano de leitura promover o livro, a leitura e o acesso à informação.
A criação do prémio literário e a implementação do plano de leitura foram aprovadas durante a sua XIV reunião ministerial subordinada ao tema “Salvaguarda da Herança Cultural, na Promoção da Identidade e Cidadania na CPLP”. A reunião ocorreu em Díli, Timor-Leste, no passado dia 5 de maio, coincidindo com o Dia Mundial da Língua Portuguesa.
A declaração final do encontro detalha que o “Prémio Literário da CPLP: A arte de escrever em língua portuguesa, novas vozes” é direcionado a “escritores emergentes, com o objetivo de incentivar, reconhecer e divulgar novos talentos literários, promovendo a diversidade cultural e fortalecimento do espaço literário” da comunidade.
A resolução propõe um encontro entre os setores da cultura, educação e o Instituto Internacional de Língua Portuguesa para definir as linhas de ação do plano. A iniciativa visa fortalecer a cooperação cultural, a circulação de obras e a valorização das literaturas dos Estados-membros.
Os ministros voltaram a destacar a necessidade de preservação da “memória histórica” e o papel da “cooperação cultural no conhecimento crítico da escravatura, do tráfico de pessoas escravizadas e das suas consequências históricas, no respeito pelas competências próprias dos órgãos da CPLP e pelas posições nacionais assumidas nos fóruns multilaterais competentes”.
Houve também o consenso entre os ministros da Cultura em respaldar as candidaturas de Angola e Moçambique para que as danças semba e xibugo, respetivamente, integrem a lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.
Os ministros também decidiram reforçar a salvaguarda da sua herança cultural através de um novo mandato conferido à Comissão do Património Cultural. A medida prevê a realização de um inventário global do património material e imaterial dos países-membros e a criação de uma base de dados digital para centralizar estas informações. Além disso, o organismo deverá orientar o estabelecimento de uma Rede de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais para fomentar a cooperação no setor.

