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No dia 21 de março, o Jardim Botânico de Lisboa e o Jardim Botânico Tropical celebram conjuntamente o Dia Internacional das Florestas e o Dia Mundial da Poesia. O evento oferece um programa gratuito de atividades ao público e assinala os 120 anos do Jardim Botânico Tropical.
Durante o dia, os dois espaços convidam o público a explorar a diversidade botânica, refletir sobre as florestas e descobrir conexões entre ciência, arte e memória. A programação inclui visitas guiadas, oficinas de observação, sessões de poesia e plantação de árvores.
No Jardim Botânico de Lisboa, a manhã inicia-se com “A chave da Natureza”. O percurso foca-se na identificação de espécies nativas através de uma chave dicotómica — ferramenta botânica de classificação de plantas — e termina com observação em laboratório.
Durante a tarde, os participantes podem aprender a desenhar animais nativos na atividade “Observar para desenhar”, parte da exposição SPECERE, ou integrar o passeio “Poesia no Jardim”, focado em plantas citadas por autores portugueses.
No Jardim Botânico Tropical, a celebração é ainda mais significativa: o espaço comemora 120 anos e terá entrada gratuita durante todo o dia.
Entre as atividades, destacam-se visitas guiadas sobre espécies emblemáticas e a história dos jardins botânicos, conduzidas por investigadores e antigos responsáveis como Fernando Catarino, Amélia Loução, Cândida Liberato e Dalila Espírito Santo. Haverá ainda uma sessão sobre a evolução do Jardim Botânico Tropical, desde a fundação até às transformações atuais.
Outro momento simbólico será a plantação de novas árvores, um gesto coletivo que convida o público a reforçar o compromisso com a conservação da biodiversidade e a renovação deste espaço histórico.
Ao longo do dia, antigos funcionários, investigadores e visitantes poderão partilhar histórias e memórias sobre o jardim. Esta conversa informal visa preservar o património humano ligado ao local
Às 16h00, haverá uma gincana no Jardim Botânico Tropical dirigida a famílias com crianças maiores de 6 anos. A atividade foca-se no reconhecimento das plantas mais emblemáticas e nas suas histórias.
Mais do que lazer, os jardins botânicos são essenciais para a conservação de plantas, investigação científica e educação ambiental. Perante a perda de biodiversidade e as alterações climáticas, estes espaços funcionam como centros de conhecimento sobre o mundo vegetal e a sua relevância para os ecossistemas.

