Norte e a Galiza querem articular-se no setor metalúrgico

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Redação |

Representantes empresariais e institucionais reuniram-se no passado 29 de setembro em Baiona para fortalecer a cooperação e impulsionar novas oportunidades de negócio no setor industrial e tecnológico.

O encontro promovido pela Associação de Indústrias do Metal e Tecnologias Associadas da Galiza (Asime) decorreu sob o lema “Hibridação no setor metalúrgico e tecnologias associadas “. O evento estruturou-se em torno de três sessões temáticas. A primeira focou-se na hibridação industrial e na transferência de capacidades no âmbito da automoção. As restantes duas debateram as tecnologias duais e a cooperação empresarial para impulsar novas cadeias industriais atlânticas.

Na abertura do evento, Enrique Mallón, secretário-geral da Asime, destacou a abordagem de setores industriais que até há muito pouco tempo não tinham expressão na Galiza e em Portugal — tais como a energia eólica offshore, a segurança e defesa, as energias renováveis e a indústria aeroespacial.

O terceiro painel centrou-se nas oportunidades de cooperação entre empresas galegas e portuguesas, com o objetivo de desenvolver novas cadeias de valor industriais e reforçar a respetiva participação em grandes projetos internacionais.

A proximidade entre a Galiza e o Norte de Portugal foi destacada como um fator essencial para facilitar a logística, dinamizar o trabalho conjunto, agilizar a identificação de necessidades e a resolução de problemas, além de consolidar relações de confiança.

O colóquio permitiu refletir sobre o grau de conhecimento mútuo entre as empresas galegas e portuguesas e analisou também as condições necessárias para impulsionar novas alianças estratégicas. Os participantes convergiram na importância de partilhar conhecimentos, complementar especializações e enfrentar em conjunto os desafios tecnológicos e de certificação que condicionam o acesso a determinados mercados.

A sessão de encerramento, conduzida por Álvaro Santos, presidente da CCDR-Norte, destacou a confiança mútua e a forte vontade de cooperação entre a Galiza e Portugal. Sublinhando as capacidades industriais complementares, o responsável afirmou que a fronteira é hoje menos uma barreira económica e cada vez mais um espaço fluido de circulação. Santos apelou ainda à transformação desta integração natural numa estratégia ambiciosa, capaz de impulsionar a inovação conjunta e a participação comum em cadeias de valor de maior dimensão económica.


Créditos da imagem: Atlas Copco

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