Casa Palestina abre em Lisboa

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Redação|
A cidade de Lisboa testemunhou a inauguração oficial da primeira casa cultural palestiniana situada no bairro de Alcântara. A Casa Palestina nasce pelas mãos de um coletivo de mulheres palestinianas e portuguesas, unidas pelo propósito de criar um espaço de resistência e celebração identitária.

O novo centro cultural, que abriu as suas portas ao público no 28 de março, define-se como um território de salvaguarda e dinamismo. O espaço pretende ser um local “onde a prática artística e a memória coletiva palestinianas se reúnem, se transmitem e se afirmam” e foca-se na “preservação, transmissão e prática viva da cultura palestiniana”.

No apresentação, a organização sublinhou uma visão profunda sobre o papel da criatividade em contextos de resistência. Para as fundadores, a Casa Palestina “não entende a arte como ornamento ou decoração, mas como linguagem necessária através da qual a identidade de um povo se mantém”. Esta postura reflete-se numa linha de trabalho que assume que a instituição “não é neutra”. Pelo contrário, o projeto “assenta em princípios de justiça, autodeterminação e continuidade cultural e no direito dos palestinianos de se representarem a si próprios”.

A Casa Palestina abriu com petiscos palestinianos, chá e outras bebidas e contou com a atuação ao vivo de Rawan Roshni, uma artista e vocalista palestiniana que utilizou a música para promover ligação, cura e expressão cultural.

A sua performance combinou influências tradicionais da região SWANA com sonoridades contemporâneas. Seguiu-se uma performance por Handala de Dabke, uma dança tradiciona. O programa incluiu também o pianista, compositor e performer eletrónico Isam Elias, combinando expressão acústica com som eletrónico imersivo.

A noite contou ainda com um DJ set de Adan, artista baseado em Londres e originário de Jerusalém, Palestina, com seleções de house minimalista e eletrónica profunda.

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