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O Instituto Galego de Estatística divulgou que as exportações galegas recuaram 6,3% em janeiro de 2026, totalizando 2.101.098 milhares de euros. A continuidade de Portugal como parceiro estratégico atua como um amortecedor para a balança comercial galega. Enquanto o comércio com a União Europeia teve uma queda de 8,6% nas exportações, a solidez do mercado português garante que a Eurorregião continue operando em níveis de confiança.
No âmbito das importações galegas, o volume atingiu os 1,88 mil milhões de euros, o que supõe uma queda interanual de 8,4%. Com estes dados, a balança comercial fecha o mês com um saldo positivo de 213.997 milhares de euros e uma taxa de cobertura de 111,3%.
No conjunto, as exportações registaram uma queda interanual de 6,3%. Este recuo foi impulsionado principalmente pelos produtos não classificados com uma queda de 80,9%, seguidos pelo setor de veículos automóveis e tratores, máquinas mecânicas, vestuário e produtos farmacêuticos.
Em contrapartida, os combustíveis e óleos minerais apresentaram o maior impacto positivo, acompanhados pelos produtos químicos inorgânicos.
Neste contexto de queda nos principais mercados europeus, Portugal consolidou a sua posição como o maior destino individual das mercadorias galegas. Com 348.937 milhares de euros em vendas, o mercado luso representa 16,6% do total exportado pela Galiza, apresentando uma estabilidade quase absoluta.
O desempenho positivo com Portugal contrasta com a retração observada na zona Euro, onde as exportações galegas caíram 10%. Entre os principais parceiros, destacam-se as quebras em França , Alemanha e Itália , com 15,1%, 10,8% e 18% respetivamente.
A queda na União Europeia foi de 8,6%, embora o as exportações para o resto de Europa subiram 14,5%. Estes incrementos foram impulsionados pela Turquia com 22,9% e pelo Reino Unido, que registou um aumento de 2,9%, totalizando 93.211 milhares de euros.
Nas importações galegas, o destaque vai para o aumento das compras à França (177,3%) e à Polónia (219,5%), apesar do recuo global nas vendas para estes destinos.
Por sua parte, o mercado americano apresentou o recuo mais drástico do período. As exportações para a América do Norte caíram 43%, influenciadas diretamente pela redução do comércio com os Estados Unidos. A América Central e do Sul seguiu tendência similar, com uma retração de 32,5%.
Por outro lado, na Ásia produziu-se um crescimento de 10,7% nas exportações, com destaque para o desempenho da Índia, que aumentou suas importações em 174,9%. Por sua parte, a África registou alta de 10,3%, impulsionada principalmente pelo mercado marroquino.

