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Coligação ambientalista define prioridades para 2026

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A C7 é uma coligação de ONGs de Ambiente que une vozes perante a sociedade e o Estado para proteger e valorizar a natureza e a biodiversidade em Portugal. A C7 é composta pela FAPAS, GEOTA, LPN, Quercus, SPEA, WWF e ZERO.

Redação |

A Coligação ambientalista C7 reafirma o seu compromisso com a biodiversidade ao definir novas prioridades estratégicas para 2026. No conjunto das linhas mestras traçadas estão reforçar o financiamento da conservação da natureza e a gestão das áreas classificadas; acompanhar as dinâmicas legislativas e contribuir para a governança ambiental e garantir uma transição energética justa, igualitária e ambientalmente sustentável.

No que toca aos investimentos, a C7 exige o reforço do Fundo Ambiental para a conservação da natureza. A verba deve viabilizar a gestão de áreas protegidas, a recuperação de espécies e a participação do movimento ambientalista nas estratégias de biodiversidade e educação ambiental.

Este agrupamento de ONGs defende também a blindagem do financiamento à conservação da natureza, exigindo continuidade para os projetos cofinanciados pela União Europeia. A plataforma sublinha a importância estratégica do Programa LIFE e apela ao reforço destas verbas no próximo quadro financeiro plurianual da UE.

A C7 propõe uma auditoria aos modelos de execução dos fundos de conservação da natureza. O objetivo é avaliar a eficácia dos Programas Operacionais Regionais e garantir que as verbas disponíveis chegam realmente ao terreno.

Para a C7, o novo Plano de Restauro da Natureza só será eficaz se envolver toda a sociedade. A organização reclama soluções de financiamento e mecanismos de compensação que viabilizem a ação direta de entidades públicas e privadas

Mais do que criar novas reservas, a C7 defende a profissionalização da gestão ambiental e urge o Governo a finalizar o alargamento de áreas classificadas estratégicas e a assegurar que o estatuto de proteção se traduza em conservação real no terreno.

Relativamente ao acompanhamento das dinâmicas legislativas e a governança ambiental, a C7 avisa que irá vigiar de perto qualquer alteração legislativa que ponha em causa a biodiversidade

A C7 recusa que a ‘simplificação’ legislativa sirva de pretexto para a desregulação ambiental. A coligação vigiará de perto as alterações aos licenciamentos e urbanismo em Portugal, bem como o pacote europeu ‘Omnibus’, para impedir qualquer retrocesso na proteção da natureza.

Para a C7, a proteção ambiental exige um ICNF autónomo e devidamente financiado e alerta para possíveis mudanças nas tutelas governamentais e garante um acompanhamento rigoroso da implementação de programas públicos.

No âmbito da transição energética a C7 defende uma mudanças que não sacrifiquem a biodiversidade. A organização exige priorizas áreas de baixo conflito e excluindo projetos em zonas protegidas, florestais ou agrícolas. O coletivo também rejeita retrocessos ambientais em nome da urgência climática e exige o respeito pela integridade dos ecossistemas.

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