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Publicada na revista Journal of Controlled Release, a descoberta é fruto do trabalho de cientistas do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto, em parceria com o Hospital Universitário de Oslo, na Noruega. O estudo tem Cláudia Azevedo como autora principal.
Cerca de 463 milhões de pessoas em todo o mundo sofriam de diabetes mellitus em 2019. Se o cenário atual não se alterar, esta doença metabólica crónica poderá afetar 700 milhões de pessoas até 2045. Além disso, projeta-se que os custos globais com a diabetes em adultos subam de 1,2 biliões de euros registados em 2015 para 2,1 biliões até 2030.
O tratamento convencional exige injeções diárias de insulina, um método invasivo e doloroso que resulta em baixa adesão por parte dos pacientes, elevando os índices de morbilidade e mortalidade. Embora a via oral seja a preferida por garantir maior conveniência, os biofármacos raramente sobrevivem ao ambiente hostil do trato gastrointestinal, apresentando uma absorção ineficiente através das barreiras mucosas.
Porém, a administração oral de insulina para pacientes com diabetes tipo 1 pode se tornar realidade graças a um novo sistema de nanopartículas biodegradáveis.
Embora o novosistema de insulina oral tenha sido testado apenas em ratos transgénicos até agora, os resultados são animadores. A equipa de investigadores portugueses está otimista de que essa tecnologia poderá, em breve, tornar as injeções de insulina obsoletas.
Caso se concretize, esta inovação transformará radicalmente a qualidade de vida de quem convive com o diabetes tipo 1. A grande vitória reside na tecnologia: as nanopartículas protegem a insulina contra os ácidos estomacais e garantem que ela atravesse a barreira intestinal, atingindo a corrente sanguínea com eficácia.


