O nevão com acessos condicionados e baixas temperaturas não travaram o fluxo de visitantes que, desde 1992, fazem da Feira do Fumeiro de Montalegre, uma paragem obrigatória no calendário gastronómico nacional.
O evento, que se afirma como um dos maiores símbolos da identidade barrosã, voltou a converter Montalegre na capital do fumeiro, unindo os saberes tradicionais à valorização económica dos produtores da região.
A cerimónia de abertura contou com a presença de José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura, que presidiu à inauguração do certame. A visita ministerial sublinhou a importância estratégica do fumeiro para a economia rural e para a preservação do património imaterial do Norte de Portugal.
A programação deste ano foi pensada para celebrar o porco “do focinho ao rabo“, conceito que deu título ao livro do chef Nuno Diniz, apresentado durante o evento. A cozinha ao vivo foi outro dos grandes destaques, com momentos protagonizados por Leonel Fernandes, Marco Gomes, Óscar Geadas e António Geadas. Os quatro chefs reinterpretaram os produtos locais com técnicas contemporâneas sem perder a essência do sabor transmontano.
Para além das bancas repletas de alheiras, chouriças e presuntos, a feira ofereceu um mergulho na cultura popular. Os restaurantes locais registaram lotação esgotada, servindo o icónico cozido barrosão. Grupos de música tradicional e animação de rua percorreram o recinto e, no Campo de Chegas, a emblemática Chega de Bois atraiu numero públicao celebrando a força e a linhagem da raça barrosã.

