Redação |
Crescem os apoios à manifestação nacional ‘O Interior não está à venda – Não às megacentrais solares’ marcada para 31 de janeiro, em Lisboa, em defesa da Beira Baixa.
Apesar de a Lightsource BP ter anunciado a intenção de reformular o projeto da megacentral Sophia, a Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional mantém-se firme. O movimento afirma que a promessa não altera a posição da população da Beira Baixa, que rejeita infraestruturas que, sob o pretexto de serem renováveis, causam danos irreversíveis na biodiversidade, na saúde pública e na coesão social.
Considerada uma “manobra dilatória”, a proposta de reformulação do projeto é vista pelo movimento como uma tentativa de desgaste social. A Plataforma critica a complexidade dos novos processos de consulta pública, reafirmando a disposição dos cidadãos para manterem a luta nas ruas.
Para além das faixas e palavras de ordem, o protesto assume-se como uma manifestação criativa e sensorial da identidade regional. O objetivo, segundo a organização, é mostrar um Interior vivo e belo que, orgulhoso da sua riqueza cultural, recusa ser sacrificado em nome de interesses energéticos externos.
Como preâmbulo ao protesto, uma delegação entregará na Assembleia da República, já na sexta-feira (dia 30), a petição pública ‘Salvem a Beira Baixa – Parem as Megacentrais Solares!’. O documento chega às mãos dos deputados com o apoio de mais de 17.000 assinaturas válidas.
A promotora em causa, a Lightsource BP, é detida em 50% pela gigante energética British Petroleum. A Lightsource BP especializa-se na gestão do que denominam ativos solares (megacentrais) de larga escala (fotovoltáica) a nível global. No contexto nacional, a empresa lidera os processos da megacentral Sophia, cujos planos de ocupação territorial ascendem aos 2.000 hectares.

