As restrições aviárias afetam 40 municípios galegos e 14 distritos portugueses
Redação |
A deteção de casos de gripe aviária, levou as autoridades europeias a instar os estados-membros da União a implementarem medidas para prevenir e minimizar a propagação às aves domésticas. As autoridades intensificaram as medidas chamadas agora de biossegurança, decretando restrições obrigatórias de milhões de aves de capoeira nas explorações ao ar livre.
O objetivo é travar a propagação do vírus que se dissemina através das aves selvagens migratórias. Na Galiza, não há, até à data, casos positivos detetados em aves domésticas, sendo a incidência limitada a aves silvestres, como gaivotas.
Porém as restrições sanitárias, inicialmente aplicadas a 40 municípios a norte do Minho, foram alargadas a todas as aves de curral que se criam ao ar livre, incluindo as explorações ecológicas e de autoconsumo. As chamadas zonas especiais de vigilância concentram-se em municípios da Marinha, Ferrol – Trasancos, Fisterra, o Barbança, a Límia, Compostela, Ponte Vedra e Vigo.
Para os criadores onde o confinamento integral é impossível, a ordem prevê a possibilidade de autorização para manter as aves no exterior, mas apenas sob condições como o uso de redes ou telas que impeçam qualquer contacto com a avifauna silvestre.
Além disso, permanece em vigor a proibição de feiras pecuárias e mostras que envolvam aves de curral. A sul do Minho, as medidas abrangem 95 zonas específicas, espalhadas pelas regiões do Porto, Lisboa, Braga, Viana do Castelo, Aveiro, Leiria, Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Setúbal, Évora, Beja, Portalegre e Faro, com um total de 31 focos confirmados este ano, os mais recentes a serem detetados em Oliveira do Bairro (Aveiro) e Chamusca (Santarém).
As medidas de restrição nas zonas de alto risco, impõem o alojamento das aves nos próprios estabelecimentos e a proteção dos depósitos de água externos até meados de dezembro.
Estas medidas restritivas não estão isentas de críticas que denunciam a violação do comportamento natural, o comprometimento da cria ao ar livre e o impacto na ética produtiva.
As críticas ampliam-se aos custos e aos riscos comerciais ou alertam sobre o aproveitamento deste tipo de situações para reduzir a agricultura e a pecuárias tradicionais e acessíveis e reestruturar o sistema alimentar para ampliar a dependência de alimentos processados.


