macaco a tocar na testa a diretora do Instituto Jane Godall

A galega Rebeca Atencia dirige o Jane Godall Institute no Congo

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Redação |

O Jane Goodall Institute – JGI foi fundado em 1977 pela primatologista Jane Goodall e Genevieve di San Faustino com a missão de melhorar o tratamento e a compreensão dos primatas por meio da educação pública e representação legal, proteger seus habitats em parceria com as comunidades locais e recrutar e treinar jovens para essas missões.

Hoje em dia, existem 27 secções independentes no mundo agrupadas no IJG Global com sede em Londres e, o seu programa de educação ambiental Raízes e Brotos, está presente em mais de 60 países. O Instituto Jane Goodall trabalha no resgate e reabilitação de primatas, em parceria com santuários de chimpanzés no Uganda e na África do Sul e na República do Congo, onde o seu Centro de Resgate de Tchimpounga, dirigido pela veterinária galega Dra. Rebeca Atencia.

Rebeca Atencia nasceu em 1977 em Ferrol, onde, desde muito pequena, sonhava em ajudar os chimpancés. Depois de concluir os estudos universitários e se formar em gestão veterinária de animais selvagens mudou-se para África em 2005 para colaborar com a ONG Help Congo na reintrodução de chimpanzés órfãos no Parque Nacional de Conkouati Douli.

Não tinha passado um ano no Congo quando a Dra. Jane Goodall foi visitá-los e, ao conhecer o trabalho de Rebeca Atencia, ofereceu-lhe a direção do Centro de Reabilitação de Chimpanzés de Tchimpounga (CRCT) do Instituto Jane Goodall, onde se encarregou da reabilitação e bem-estar de mais de 140 chimpanzés resgatados, vítimas principalmente do tráfico ilegal e da caça furtiva.

O seu trabalho na promoção de atividades de educação e sensibilização das populações locais é um dos três pilares fundamentais da abordagem triangular do IJG, juntamente com a reabilitação dos chimpanzés, por um lado, e o apoio às autoridades na aplicação da lei, por outro.

De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), os chimpanzés estão em perigo de extinção e já estão extintos em quatro países africanos: Togo, Benim, Burquina Faso e Gâmbia. Estima-se que, no início do século XX, havia uma população de um milhão de chimpanzés em África. Atualmente, esse número diminuiu drasticamente, estimando-se que restem menos de 250.000 chimpanzés selvagens em 21 países.