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De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística o mercado português de carros elétricos está a passar por uma fase de crescimento, mas a um ritmo mais lento do que o observado nos anos anteriores.
Nos primeiros oito meses de 2025, foram matriculados em Portugal 24.500 veículos totalmente elétricos, representando um aumento de 12% face ao mesmo período de 2024. Este número contrasta com os crescimentos anuais de 30% a 40% registados entre 2022 e 2024. Atingindo uma quota de mercado de 18,5% no total de vendas de veículos ligeiros de passageiros, os elétricos continuam a crescer, mas a sua popularidade esbarra em barreiras como o custo e a infraestrutura.
O abrandamento económico e o aumento das taxas de juro de crédito têm um impacto direto no poder de compra. Para contrariar esta tendência, as marcas estão a apostar em modelos de gama média, tentando assim alcançar uma base de consumidores mais vasta.
Apesar da rede de carregamento Mobi.E estar a expandir-se, a sua fiabilidade ainda é questionada. Há relatos frequentes de postos de carregamento inoperantes, especialmente em zonas rurais, e a falta de carregadores ultrarrápidos em autoestradas continua a gerar a chamada “ansiedade de autonomia” para quem viaja longas distâncias.
Em suma, 2025 revela que a transição para a mobilidade elétrica em Portugal é uma realidade, mas a um ritmo que reflete que o futuro do mercado dependerá da capacidade da indústria em oferecer opções mais acessíveis economicamente e de o país garantir uma rede de carregamento mais robusta e fiável.
A norte do Minho, o mercado de veículos elétricos continua a expandir-se também a um ritmo contido de acordo com os dados do Instituto Galego de Estatística.
Nos primeiros oito meses de 2025, foram matriculados Galiza 2.800 carros totalmente elétricos, o que representa um crescimento de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. A quota de mercado dos veículos 100% elétricos na Galiza é de 8% no total de vendas de ligeiros de passageiros, significativamente abaixo do mercado médio estatal e de outros países europeus.
A principal razão para a lentidão reside no preço elevado e na falta de incentivos fiscais. O programa de ajudas MOVES, tem sido criticado pela sua burocracia e morosidade, o que desencoraja muitos potenciais compradores.
A infraestrutura de carregamento é outro ponto de estrangulamento. Embora a rede de carregadores esteja a crescer, a sua distribuição não é homogénea. Existe uma concentração de postos nas grandes cidades enquanto as áreas rurais e o interior da Galiza continuam com uma cobertura deficiente.
Em resumo, 2025 está a ser também um ano de consolidação para os veículos elétricos na Galiza, mas a transição parece depender das políticas governamentais eficazes e que a infraestrutura de carregamento se expanda de forma por todo o território galego.

