Imagem de centenares de pessoas sentadas com bandeiras palestinas a impedir o trânsito, vigiadas pela polícia basca

Palestina ganha etapa de “La Vuelta a España”

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Redação |

A interrupção da corrida em Bilbau em vários momentos pelos protestos contra Israel, fizeram com que a organização da “Vuelta” decidisse antecipar a linha de chegada e que não houvesse vencedor. Várias equipas pediram que a equipa Israel-Premier Tech fosse removida da corrida.

Bandeiras palestinas e protestos contra o genocídio palestino  ao longo de todo o percurso, estão marcando a edição de La Vuelta e desde a sua entrada no País Basco as denúncias e mobilizações multiplicaram-se e os protestos estão cobrando seu preço. A situação levou a direção da corrida a decidir, “por razões de segurança” e tendo em vista possíveis incidentes que possam ocorrer na linha de chegada, avançar a mesma em três quilómetros e deixá-la sem vencedor.

Na Gran Vía de Bilbau, onde originalmente se localizaria a linha de chegada da etapa, reuniram-se milhares de pessoas agitando bandeiras de Euskal Herria e da Palestina enquanto cantavam slogans contra Israel, contra o genocídio que está cometendo e em solidariedade ao povo palestino. Posteriormente, os reunidos no final da etapa improvisaram uma manifestação que foi em direção à rua Sabino Arana, onde fizeram um protesto.

A pressão social levou o diretor técnico da La Vuelta a declarar que «a solução é que a Israel-Premier Tech perceba que, se continuar aqui, não facilita a segurança dos demais».

Pela sua parte, a União Ciclística Internacional (UCI) condenou «as ações que levaram à neutralização da décima primeira etapa da Volta Ciclística à Espanha». Sem qualquer menção ao genocídio em Gaza, a associação limitou-se a afirmar que «reafirma o seu compromisso com a neutralidade política, a independência e a autonomia do desporto, de acordo com os princípios fundadores do Movimento Olímpico».

A equipa Israel-Premier Tech foi fundada por Sylvan Adams, um multimilionário canadiano-israelita, presidente do Conselho Judaico Mundial, implicado a melhorar a imagem pública do estado de Israel através do desporto. Já fora do desporto, levou o Festival de Eurovisão a Tel Aviv em 2019, financiando a atuação de Madonna durante a final.

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