Fachada da Casa Museu

Inventário Florestal da Madeira apresentado no Funchal

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Redação |

A Casa Museu Frederico de Freitas, no Funchal, acolheu a apresentação do 3.º Inventário Florestal da Região Autónoma da Madeira (IFRAM3). Lançado pela Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura do governo autónomo, este documento é um instrumento estratégico vital para monitorizar, conhecer e gerir de forma sustentável o património florestal madeirense

O evento sublinhou o prestígio da Laurissilva, celebrando o crescimento de 6% na sua área. Esta expansão reforça a importância do conhecimento científico e a inovação tecnológica para fundamentar decisões que garantam a sustentabilidade do património ambiental. Os dados do IFRAM3 confirmam a hegemonia da Laurissilva, que abrange 16.440 hectares e constitui 98% da floresta natural da Região.

Considerada Património Mundial pela UNESCO desde 1999, é a maior e mais bem conservada floresta de loureiros do mundo. Esta relíquia da Era Terciária cobre 20% da ilha, sendo vital para o ciclo hidrológico. Com uma biodiversidade única e espécies exclusivas como o Til e o Vinhático, a floresta funciona como uma esponja natural, essencial para o equilíbrio ecológico e a resiliência ambiental do território.

Por sua parte, a floresta natural — onde se inclui a floresta ripícola — representa 44% da mancha florestal total. A ilha da Madeira detém 99% da área florestal, enquanto o Porto Santo soma 419 hectares, dominados essencialmente pelo pinheiro-de-alepo. No domínio da floresta cultivada, o eucalipto prevalece (52%), acompanhado pelas acácias e pelo pinheiro-bravo.

A elaboração deste 3º inventário assentou no cruzamento de coberturas aerofotográficas de 2018, 2019 e 2023, complementadas com o trabalho de campo efetuado em 2025. No total, foram classificados entre março e dezembro de 2025, mais de 13 mil fotopontos e 318 parcelas de campo.

O IFRAM3 marca uma evolução nos levantamentos florestais feitos em 2008 e 2015 ao integrar Inteligência Artificial e outras metodologias de ponta. Desenvolvido pelo Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, o inventário garante dados de alta precisão alinhados com os padrões nacionais. O projeto faz parte da iniciativa Digitalizar Florestas 4.0, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência da Madeira.

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