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COP30: declaração final da Cúpula dos Povos

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Redação |

A Cúpula dos Povos Rumo à COP 30 entregou ao presidente da Conferência da ONU sobre as Mudanças Climáticas, André Corrêa do Lago, uma declaração construída coletivamente por movimentos, organizações e redes que se articularam ao longo de meses de encontros preparatórios e de cinco dias intensos de debates, manifestações nas ruas e rios do Pará.

A cimeira, realizada na Universidade Federal do Pará, reuniu mais de 70 mil participantes de movimentos sociais, organizações ambientais, povos indígenas e tradicionais para buscar respostas aos desafios da crise climática.  Ao longo da programação, promoveu debates sobre soberania alimentar, transição energética, racismo ambiental, governação participativa e contestação ao extrativismo fóssil, entre outros temas urgentes.

A iniciativa foi o maior espaço de participação social da COP30 e a sua programação reuniu cerca de 200 atividades, entre plenários, painéis, oficinas e encontros setoriais, organizados por mais de mil instituições. 

A carta entregue ao Presidente da COP30, denuncia o agravamento da crise climática como consequência do avanço da extrema direita, do fascismo e das guerras, e afirma que os países do Norte global, as corporações transnacionais e as elites económicas são os principais responsáveis pelas crises ambientais e sociais.

O texto coloca o trabalho de cuidado no centro da vida, reconhecendo o feminismo como parte essencial da resposta às crises. A sabedoria ancestral dos povos originários, a criatividade dos territórios e a força espiritual que orienta as lutas aparecem como fundamentos de soluções reais e enraizadas.

A Carta reforça o compromisso com o internacionalismo popular, a solidariedade entre territórios e a construção de um Movimento Internacional de Atingidas e Atingidos por barragens, crimes socioambientais e impactos da crise climática.

A declaração também incide em que somente a organização global dos povos poderá enfrentar as estruturas que alimentam desigualdades, violências e o colapso ambiental.

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