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A Galiza registou um aumento da mortalidade laboral em 2024, com 58 trabalhadores a perderem a vida em acidentes de trabalho, o que representa um acréscimo de 16% em relação ao ano anterior. Os dados, divulgados pelo Instituto de Segurança e Saúde Laboral da Galiza.
O setor de serviços foi o mais afetado, com 23 mortes, seguido pela construção (12), a indústria (9) e a pesca e agricultura (ambos com 7). A pesca, em particular, registou um aumento significativo, mais do que duplicando o número de óbitos em comparação com 2023.
Mais de metade das mortes (26) foram causadas por infartos ou patologias não traumáticas, destacando a importância de se abordar os riscos psicossociais e o excesso de trabalho. Outras causas incluíram choques e golpes contra objetos em movimento (11), aprisionamentos e amputações (10) e quedas (7).
Além dos acidentes mortais, os dados do ISSGA mostram que os acidentes graves também aumentaram em quase 14%, totalizando 414. Este aumento da sinistralidade grave contrasta com um ligeiro decréscimo nos acidentes leves.
As estatísticas sublinham que a maioria das vítimas mortais (44) eram trabalhadores com contrato sem termo, mas o número de mortes entre trabalhadores temporários registou um aumento dramático de 166,7%.
A sul do Minho, Portugal registou 114 óbitos em 2024 resultantes de acidentes laborais. De acordo com dados da Autoridade para as Condições do Trabalho, o ano encerrou também com 417 acidentes de trabalho graves.
O setor da construção continua a liderar a lista de acidentes mortais, com um total de 228 mortes nos últimos cinco anos, o que o torna o setor de atividade mais perigoso no país. A seguir, destacam-se a indústria transformadora e a agricultura, com esta última a registar um aumento nas mortes no ano passado.
As causas dos acidentes são variadas e incluem incidentes como soterramentos, quedas de altura, esmagamentos e eletrocussões.
As condições estruturais que impõe o modelo produtivo capitalista, a falta de formação adequada em segurança e higiene, juntamente com a escassez de equipamento de proteção e a insuficiência de inspetores no terreno, são apontadas como fatores-chave para tão alta sinistralidade laboral.

