Eólica marinha sem garantias para a pesca

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Redação |

A senadora do Bloco Nacionalista Galego, Carme da Silva, exigiu que o Governo espanhol atenda ao apelo do setor pesqueiro galego e não convoque qualquer leilão para a instalação de eólica marinha enquanto não existirem informações e conclusões fundamentadas.

Perante a intenção de acelerar a implementação da eólica marinha, abrindo o processo de leilão para instalar unidades de eólica flutuante, a senadora exigiu uma mudança de rumo e defender os interesses do setor pesqueiro galego face às pressões das empresas elétricas.

Da Silva assinalou que “o setor pesqueiro não pode ser sacrificado nem entregue aos interesses das elétricas” e reclamou um a defesa de um setor que é “motor económico e social de comarcas inteiras”.

De facto, a senadora recordou que o Documento Inicial Estratégico dos Planos de Ordenamento do Espaço Marítimo de segundo ciclo reconhece duas questões gravíssimas: que a tecnologia eólica flutuante não está madura e que a informação sobre a afetação à atividade pesqueira é inexistente ou incompleta”.

“Faltam dados importantes sobre as zonas de trabalho para a frota com menos de 12 metros de comprimento, ou sobre a afetação dos diferentes ecossistemas: sobre as migrações – como a da enguia –, os cetáceos, as zonas de desova de várias espécies, ou os campos eletromagnéticos causados pela cablagem de transporte e a sua influência na pesca”, enumerou a senadora nacionalista.

Da Silva também denunciou que o ministério reconhece que não possui estudos sobre a afetação da eólica marinha ao setor pesqueiro e aos ecossistemas marinhos. Uma questão que, na opinião da senadora do Bloco, deveria ser fundamental no momento de impulsionar ou não a instalação no mar.

“Não podemos permitir que se sacrifique o nosso mar e que se continue a agredir um setor pesqueiro que representa — no seu conjunto — 5% do PIB galego e, por conseguinte, um setor que é motor económico e social de comarcas inteiras”, afirmou Carme da Silva. A Galiza, recordou, é a uma das primeiras potências pesqueiras da União Europeia, com uma frota de cerca de 4.200 embarcações e “tem de continuar a ser um mar de portos vivos e com futuro. O setor pesqueiro não pode ser sacrificado e entregue aos interesses das empresas elétricas”.

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