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A cooperação na adaptação às alterações climáticas, foi foco da XXXVI Cimeira Luso-Espanhola. Sob o tema da segurança climática, o encontro de 6 de março estabeleceu metas para tornar as economias ibéricas mais sustentáveis e competitivas face aos desafios ambientais globais.
Onze ministros estiveram presentes na cimeira, mas os responsáveis pelas pastas dos Transportes e Infraestruturas ficaram de fora. As ausências de Óscar Puente e Miguel Pinto Luz sinalizam que as ligações e infraestruturas não tiveram peso na agenda desta reunião.
No entanto, Montenegro, confirmou que Portugal prevê concluir a ligação ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e a Galiza em 2033. Segundo Montenegro, os trabalhos no eixo Lisboa-Porto-Vigo já se encontram em curso, mantendo-se a expectativa de cumprir o calendário estabelecido para que a linha de AVE esteja totalmente operacional nesse horizonte temporal.
A infraestrutura que ligará Lisboa ao Porto, com extensão até à Galiza, é assumida como prioritária pelo Governo português por estruturar as zonas mais povoadas do país. Uma vez concluída, a linha permitirá a ligação de alta velocidade entre Vigo e Lisboa, projeto que depende também da execução das obras do lado espanhol para ligar a cidade olívica à fronteira com Portugal.
A Cimeira veio precedida da reunião entre o Presidente do Governo galego, Alfonso Rueda, e o autarca do Porto, Pedro Duarte, que defenderam a prioridade da infraestrutura ferroviária, recusando que seja preterida em relação à linha que liga as capitais dos dois estados.
Pedro Duarte defendeu que a ligação Porto–Vigo é, para Portugal, mais estratégica do que o eixo Lisboa–Madrid, uma vez que abre horizontes mais amplos e relevantes. O autarca sublinhou ainda que esta infraestrutura tem, no mínimo, a mesma importância que a ligação entre Lisboa e o Porto.

