Associação Portuguesa de Imprensa revelou dados alarmantes que ilustram a fragilidade dos média em Portugal
Redação |
A Associação Portuguesa de Imprensa revelou dados alarmantes sobre o setor e definiu eixos estratégicos para enfrentar a crise dos media, com um apelo à união e à reforma estrutural do setor.
A APImprensa apresentou indicadores que ilustram a fragilidade económica e social dos média em Portugal. Nos últimos cinco anos, o investimento publicitário registou uma queda de 65%, acompanhada por uma quebra de 50% nas tiragens impressas entre 2018 e 2023. Em 2024, apenas 10% dos portugueses pagaram por conteúdos noticiosos online e 27% dos municípios não têm oferta local ou têm apenas um meio de comunicação. Além disso, um terço das publicações nacionais mantém-se ainda exclusivamente no suporte de papel.
Para inverter este cenário em 2026, a APImprensa definiu três eixos de atuação prioritários. Em primeiro lugar, a diversificação, com o foco na abertura a parcerias, novos serviços e fontes de receita, reforçando a colaboração entre diferentes setores da economia.
O segundo eixo passa pela inovação e transição digital e a modernização contínua. Projetos como as Jornadas Técnicas da Imprensa Regional e os programas B-Digital Media e API Next, que já marcaram 2025, podem definir o rumo desse segundo eixo de ação.
A terceira linha de atuação é a representação e a união. A associação representa neste momento 174 editores, e reafirma a necessidade de defesa de todo o ecossistema informativo integrando desde os grandes grupos até aos pequenos editores.
A APImprensa definiu as suas prioridades estratégicas para este ano, focando-se no cumprimento da legislação sobre publicitação autárquica e fundos comunitários. Também marcou o objetivo de reforma dos modelos de publicidade institucional e de compras públicas, combatendo as assimetrias na distribuição de publicações em regiões de baixa densidade. Uma terceira prioridade aposta no reforço do diálogo institucional com reguladores, municípios, o Governo e diversos parceiros associativos, visando garantir a sustentabilidade e a equidade mediática nacional.


