Redação
Após anos de reivindicações e um histórico recente marcado por tragédias, o município de Caminha vai contar com uma Estação Salva-Vidas. A infraestrutura será o resultado de um protocolo de colaboração entre a autarquia e a Direção-Geral da Autoridade Marítima.
O anúncio, feito pela presidente da Câmara Municipal, Liliana Silva, surge num contexto de pressão política. O ano de 2025 foi particularmente trágico para a comunidade piscatória local: em junho, um pescador perdeu a vida após o capotamento do seu barco e, mais recentemente, em dezembro, o naufrágio do pesqueiro Vila de Caminha resultou no desaparecimento de três tripulantes na foz do rio Minho.
A criação desta estação é vista como um investimento essencial não só para a proteção da vida humana, mas também para a valorização do território, que regista uma elevada atividade pesqueira e turística. A nova base portuguesa será também a unidade de salvamento mais próxima da localidade galega da Guarda, uma vez que nem o Salvamento Marítimo nem os Guardacostas da Galiza possuem bases naquele município.

