Aqueduto dos Pegões é um dos marcos patrimoniais de Tomar. Construído no século XVII estende-se por seis quilómetros, atingindo até 30 metros de altura
Redação |
O vereador socialista José Delgado alertou para o risco de colapso do Aqueduto dos Pegões, em Tomar, classificando o estado do monumento como “alarmante“. O vereador defende a interdição imediata da circulação de pessoas e a realização urgente de um diagnóstico técnico. Segundo Delgado, a instabilidade estrutural é visível em várias zonas, exigindo medidas preventivas como restrições de acesso e sinalização de perigo.
Também alertou que a situação compromete tanto a preservação do património quanto a integridade dos visitantes. Entre os problemas críticos apontados estão fendas visíveis, infiltrações e a falta de guardas de proteção em trechos altos, onde a circulação de turistas é constante. O vereador explicou que a vegetação invasora criou canais de infiltração que removem as argamassas e os materiais finos, comprometendo a solidez de toda a estrutura. Este cenário é o resultado direto da falta de uma manutenção regular, tendo sido registada apenas uma intervenção isolada em quatro pilares há vários anos.
Por sua parte, o autarca revelou ainda que a urgência em torno do Aqueduto dos Pegões já chegou à Assembleia da República. Através do deputado Ricardo Carlos, a questão foi levantada durante o debate do Orçamento do Estado para 2026, com o vereador a reforçar que o momento exige “passar da preocupação à ação” para salvaguardar o monumento e os seus visitantes.
Classificado como Monumento Nacional desde 1910, o Aqueduto dos Pegões é um dos marcos patrimoniais de Tomar. A estrutura, construída entre 1593 e 1614 para levar água ao Convento de Cristo, estende-se por seis quilómetros, atingindo os 30 metros de altura na emblemática zona dos Pegões Altos.


