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Proclamada a 11 de Novembro de 1975, a independência de Angola culminou a resistência à dominação e exploração coloniais e constituiu a maior vitória dos povos angolanos na sua história.
Pela voz de Agostinho Neto, foi proclamada a independência em Luanda e, o médico e poeta líder do MPLA, foi empossado como presidente da nova República, após uma luta política e armada de 19 anos. O nascimento do novo estado livre e soberano da República Popular de Angola, marcou o fim de quinhentos anos de colonização portuguesa e abriu as portas de uma nova era,
No entanto, a proclamação foi seguida de uma série de eventos que precipitaram o país numa profunda crise. A fragilidade da transição, as antigas divisões étnico-regionais e a fragmentação dos movimentos de libertação (Movimento Popular de Libertação de Angola – MPLA, União Nacional para a Independência Total de Angola – UNITA e a Frente Nacional de Libertação de Angola – FNLA), culminaram numa guerra civil Angolana que durou até 1992.
Na memória dos angolanos, aquele 11 de Novembro de 1975 continua a ser inseparável da repressão que seguiu à independência e dos 27 anos da guerra civil. Cinquenta anos depois da proclamação da independência e vinte do fim formal da guerra, a Angola vive uma paz incerta na que, em opinião de muitos, não houve ainda suficientes avanços das liberdades, com uma reconciliação que permanece frágil e na que 33 milhões de habitantes continuam sem conseguir satisfazer as suas necessidades básicas.
Sob o lema “Angola 50 Anos: Preservar e Valorizar as Conquistas Alcançadas, Construindo um Futuro Melhor”, as comemorações oficiais do 50 aniversário da proclamação da independência, têm como objetivo destacar as principais conquistas do país e projetar o futuro.
Porém, meio século depois, a Angola continua à procura da sua liberdade e desenvolvimento plenos e é necessário perguntar-se quanto continua a contribuir o Norte Global e a herança colonial para a pobreza generalizada e a limitação de liberdades e condições de vida plenas não só em Angola, como também em todo o continente africano.


